Top 10 atrações imperdíveis no Egito

Quando minha prima me chamou para uma viagem com ela para o Egito, eu topei de olhos fechados – assim como você, depois de ler esse post, vai ficar com vontade de entrar no primeiro avião para lá. Afinal, viajar é comigo mesmo, sempre fui apaixonada pelo Egito Antigo e achei que seria um barato visitar as Pirâmides, a máscara do Tutancâmon e todo aquele povo “das antigas” (desculpe o trocadilho).

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O templo de Ísis está bem colocado entre o top 10 que você vai ler nesse post (Crédito da foto: Clarissa Donda)

Acabou que, depois de 18 dias, o Egito se consagrou como uma das viagens que mais marcou a minha vida. A viagem em que eu tirei as melhores fotos e vivi as melhores experiências até hoje. E, vale dizer, apenas uma delas esteve relacionada com as Pirâmides do Egito, embora elas sejam o grande chamariz para o país.

Eu voltei completamente apaixonada pelo Egito – e torcendo, de verdade, para que a confusão política que se instaurou por lá um pouco depois passasse logo, porque o mundo merece vê-lo e visitá-lo – especialmente pelo seu povo encantador e sua história fascinante.

O rio Nilo também não poderia faltar; saiba mais sobre a felluca, esse tipo de barco, mais abaixo (Crédito da foto: Clarissa Donda)

O rio Nilo também não poderia faltar; saiba mais sobre a felluca, esse tipo de barco, mais abaixo (Crédito da foto: Clarissa Donda)

Só que, como os melhores segredos e experiências do Egito estavam bem longe das Pirâmides, eu achei que precisava contar mais disso para os outros – especialmente porque eu via muita gente viajando para lá e passando ao lado de um lugar fantástico sem ao menos se dar conta. Não, eu queria que todo mundo voltasse tão apaixonado quanto eu!

Estou conseguindo, lentamente – ainda mais depois de uma série especial de posts que eu fiz sobre o Egito no meu blog. E agora eu selecionei os “top 10” destinos e experiências mais fantásticas e organizei, compiladíssimas, nesse post aqui.

  1. Abu Simbel

Deixa eu te contar um segredo: as Pirâmides de Gizé e a Esfinge são as atrações que fazem a fama do Egito mundo afora, mas é o Templo de Abu Simbel que arranca aquele “oh” de admiração do fundo da gente. São quatro efígies – ou três e meia, já que uma delas foi destruída – do faraó Ramsés II (o mais “bambambã” dos tempos do Egito Antigo) esculpidas em pedra, em dimensões colossais. Egocentrismo faraônico é pouco!

Nós te desafiamos a visitar Abu Simbel e não soltar um UAU diante de tamanha beleza (Crédito da foto: Clarissa Donda)

Nós te desafiamos a visitar Abu Simbel e não soltar um UAU diante de tamanha beleza (Crédito da foto: Clarissa Donda)

Mas, brincadeiras à parte, a proposta do templo de Abu Simbel é essa mesmo: ao contrário de quase todos os templos egípcios, que eram destinados aos deuses, esse foi construído para ser o templo de pura ostentação, digamos assim, do poder do Faraó Ramsés, especialmente para os seus inimigos. Por isso, é tão difícil chegar nele: Abu Simbel fica quase na divisa do Egito com o Sudão (antiga Núbia), e fica a cerca de três horas de estrada da cidade de Aswan, no sul do país. O bate-volta até lá é possível, fácil de contratar (quase todos os guias de Aswan oferecem), cansativo… e obrigatório. Porque essa é a melhor foto de capa do Egito que você jamais vai tirar em toda a viagem. Que me desculpem as Pirâmides.

  1. Templo de Philae – ou templo de Ísis

Aproveite que para conhecer o Templo de Abu Simbel é preciso montar base na cidade de Aswan e organize sua viagem para ir também a este, que fica bem na cidade e é mais fácil de chegar. A visita é válida por ser um dos templos mais bonitos – é preciso pegar um pequeno barco para chegar lá, e tem-se a vista de ruínas cercadas de águas e palmeiras.

Dizem que Cleópatra frequentava o Templo de Ísis em busca de orientação (Crédito da foto: Clarissa Donda)

Dizem que Cleópatra frequentava o Templo de Ísis em busca de orientação (Crédito da foto: Clarissa Donda)

Mas, quando você for, repare em um aspecto curioso: Philae é, de certa forma, o templo mais “feminino” do Egito. Isso porque foi construído em homenagem à deusa Ísis, uma das mais fortes da mitologia egípcia, e era usado como local de cerimônias em homenagem a ela, feitas por muitas sacerdotisas. Reza a lenda que Cleópatra viajou mais de uma vez para lá para fazer oferendas, receber bênçãos e até buscar orientação espiritual e até amorosa. (Uma das teorias é de que também seria lá que a Rainha conheceu o poder do veneno de uma espécie de cobra, e que ela foi orientada a manter segredo e usar como recurso se fosse preciso… E é só ler a história para saber o que aconteceu!).

O passeio pode ser feito na metade de um dia, e é uma ótima opção para fazer depois de voltar de Abu Simbel – e ter a visão de como eram os dois mundos (um extremamente masculino e outro delicadamente feminino) há milênios atrás.

E, devo confessar: foi visitando esse templo que eu entendi que uma viagem pelo Egito é assim: aula de história ao ar livre! 🙂

  1. Passeio e pernoite no Nilo

Uma coisa que eu reparei é que todo pacote de viagem para o Egito incluía pelo menos uma – ou mais – noites em um cruzeiro no Rio Nilo. Minha opinião sobre isso: sim, é um passeio batido e turistão (não se vê locais fazendo a mesma coisa), mas a experiência de navegar pelo Nilo é – eu acho – inesquecível. Afinal, o rio está intimamente relacionado à economia, geografia, história e religião do Egito desde o tempo dos faraós, de modo que navegar sobre suas águas é, de certa forma, repetir o mesmo percurso que os antigos egípcios fizeram há tanto tempo… Fora, ainda, que é um passeio muito bonito pelas paisagens nas margens!

Se quiser navegar pelo Nilo com muito conforto, feche um cruzeiro (Crédito da foto: Clarissa Donda)

Se quiser navegar pelo Nilo com muito conforto, feche um cruzeiro (Crédito da foto: Clarissa Donda)

O melhor ponto de partida para a viagem pelo Nilo é saindo da cidade de Aswan e subindo o rio em direção ao Cairo. Você pode escolher a opção “cruzeiro”, que é a mais popular e confortável, ou a felluca, como são chamados os barcos à vela típicos da região. Vale avisar que não há muito conforto (leia-se “banheiro”) nessa segunda opção, mas quem topar a aventura vai fazer uma viagem deliciosa ao balanço da vela – garanto, foram também as minhas oportunidades de fotos mais bonitas!

Mas, se preferir algo mais roots e com a mesma vista, vá sem medo nas fellucas (Crédito da foto: Clarissa Donda)

Mas, se preferir algo mais roots e com a mesma vista, vá sem medo nas fellucas (Crédito da foto: Clarissa Donda)

Ah, e se você escolher o cruzeiro, não se preocupe: a vista é bonita também – mas só se lembre de ficar mais tempo do lado de fora do navio! 🙂

  1. Voo de balão sobre o Vale dos Reis

O primeiro voo de balão a gente nunca esquece – ainda mais se for em um lugar bonito. E se os voos de balão que acontecem na Capadócia, na Turquia, já ficaram famosos no mundo por causa da paisagem quase lunar, no Egito os balões sobrevoam uma vista não menos interessante: o famoso Vale dos Reis, onde foram enterrados todos os faraós do Egito Antigo.

Voar de balão é incrível em qualquer lugar; sobre o Vale dos Reis é melhor ainda (Crédito da foto: Clarissa Donda)

Voar de balão é incrível em qualquer lugar; sobre o Vale dos Reis é melhor ainda (Crédito da foto: Clarissa Donda)

Vamos às dicas práticas, e a primeira delas é acordar cedo, já que a primeira saída para os voos acontece às 5h da manhã. Os guias responsáveis entregam a você um lanchinho simples para ajudar a acordar, e o esforço de sair da cama vale a pena: quando o sol desponta no horizonte, você já está no alto do balão assistindo tudo de camarote.  E que vista! 🙂

 

A vista de tirar o fôlego dispensa grandes explicações (Crédito da foto: Clarissa Donda)

A vista de tirar o fôlego dispensa grandes explicações (Crédito da foto: Clarissa Donda)

E lá do alto você tem uma visão privilegiada das principais ruínas, como o Templo de Hatshepsut (a primeira mulher faraó da história), o de Luxor e o de Karnak (outra visita obrigatória). Mas o destaque, mesmo, é o Vale dos Reis, que merece a visita tanto do alto quanto de perto – depois do passeio de balão, peça para o seu guia levá-lo até a entrada do Vale, onde você pode visitar os templos de diversos faraós; alguns ainda possuem as inscrições e pinturas dos hieróglifos muito nítidas até hoje. Foi lá também onde foi descoberto o famoso túmulo de Tutancâmon.

Anote a dica: esse passeio acontece na cidade de Luxor, que merece pelo menos três dias da sua viagem, e onde é possível chegar facilmente de trem ou de avião vindo de Aswan ou da capital, Cairo.

  1. Templo de Karnak

Esta é outra dobradinha de passeios imperdíveis que também fica em Luxor. Mas, antes de você chegar às ruínas, fica o aviso: o templo é mais interessante ainda se a gente olhar para ele pelos números. Sim, isso mesmo: números.

Primeiro, porque o templo levou quase dois mil anos para ser totalmente construído – isso porque cada faraó e dinastia resolvia anexar uma parte extra a ele, e, como o desfile de egos já existia desde aquela época, cada um queria que a sua parte fosse mais exuberante que a do outro. Por isso, o que não faltou foi gente trabalhando: estudos apontam que mais de 80 mil pessoas trabalharam ali por todo esse período. E, se não bastasse, por mais mil anos todo o templo ficou submerso nas areias do deserto.

Uma das colunas do templo foi parar no meio da Place de la Concorde, em plena Paris (Crédito da foto: Clarissa Donda)

Uma das colunas do templo foi parar no meio da Place de la Concorde, em plena Paris (Crédito da foto: Clarissa Donda)

Com isso em mente, vá conhecer – e reconhecer – a beleza e os detalhes do templo, presentes nas inscrições que ainda existem, nas imagens esculpidas (algumas com resquícios da tinta original) e, especialmente, no salão principal do templo, que possui 134 colunas imponentes de pedra maciça, cada uma com 21 metros de altura. Durante muitos séculos, foi o maior salão já construído pelo homem.

Ah, e se você vir um obelisco enorme por ali, não repare se bater aquela sensação de deja vú (com sotaque francês mesmo) – um dos originais foi retirado da entrada do Templo de Karnak e entregue de presente para a França; está hoje no centro da Place de la Concorde, em Paris.

  1. White Desert

Aviso: este é um passeio para os aventureiros – e por esse mesmo motivo, não costuma ser sempre oferecido nos roteiros pelo Egito mais tradicionais. Mas quem topar vai seguir em poderosos jipes 4×4 que saem de Luxor e seguem para o oeste, em direção ao deserto e aos oásis egípcios.

O passeio pelo deserto (sim, ele, mesmo, o Saara) é bonito, mas a parte inicial da viagem pode ser até bastante cansativa e monótona: não tem muito mais para ver além de enormes imensidões de areia. A coisa muda de figura, porém, ao chegar perto de uma pequena cidade chamada Farafra, uma espécie de oásis (embora não dos mais poéticos) no meio do deserto.

 

No meio do Saara, você vai se deparar com pedras como essas, que lembram um ovo e uma galinha (Crédito da foto: Clarissa Donda)

No meio do Saara, você vai se deparar com pedras como essas, que lembram um ovo e uma galinha (Crédito da foto: Clarissa Donda)

É ali que a geografia do deserto muda, e rochas e formações geológicas brancas começam a despontar pela paisagem. Muitas delas foram “esculpidas” pelo vento, em formas muito interessantes: de um coelho, um cogumelo, uma galinha…

O visual é fantástico, e é a oportunidade de tirar fotos belíssimas, especialmente no pôr do sol, em que a luz enviesada faz tudo ficar mais interessante (para você ter uma ideia, a Nikon, fabricante de máquinas fotográficas profissionais, gravou ali um dos seus comerciais mais famosos. É o White Desert nos primeiros 20 segundos!). E você pode – ou melhor, deve – pernoitar em um acampamento por ali: o visual dessas formações rochosas sob um céu estupidamente estrelado é inesquecível!

 

Pôr do sol no deserto: nem adianta tentar descrever (Crédito da foto: Clarissa Donda)

Pôr do sol no deserto: nem adianta tentar descrever (Crédito da foto: Clarissa Donda)

Por que é um must go? Porque não tem múmias, pirâmides, templos nem faraós – muito pelo contrário; mas, até hoje, não conheci nenhuma pessoa que não tivesse se encantado com a experiência!

  1. Conhecer um oásis autêntico

Eu deixei escapar o assunto “oásis” ali em cima, né? Mas se tem uma verdade sobre aquelas cenas de filmes sobre o tema – uma ilha de coqueiros exuberantes e fontes de água cristalinas no meio do deserto – é que esses oásis mais poéticos até existem, mas são (como nos filmes) bem distantes.

 

Os oásis existem e, no caso de Siwa, é igualzinho você vê nos filmes (Crédito da foto: Clarissa Donda)

Os oásis existem e, no caso de Siwa, é igualzinho você vê nos filmes (Crédito da foto: Clarissa Donda)

E o oásis que chega mais próximo desta descrição se chama Siwa, fica quase na fronteira do Egito com a Líbia e é bem difícil de chegar: prepare-se para uma monótona viagem de carro de aproximadamente 10 horas a partir de Alexandria (porque não tem aeroporto ou trem para lá).

No entanto, não conheço nenhum viajante que não tenha eleito Siwa como a melhor surpresa do Egito. Exatamente por ser tão distante e escondida nas enormes dunas do deserto, Siwa preservou uma economia e um estilo de vida todo seu, com um povo acolhedor e uma paisagem especial: rústica, cheia de coqueiros e de fontes de água. Isso sem falar na gastronomia local única e absolutamente deliciosa. Não espere muitos produtos industrializados – como Siwa é difícil de chegar, tudo lá é fresco e preparado na hora

Nem parece que esse monte de palmeiras fica bem no meio do deserto (Crédito da foto: Clarissa Donda)

Nem parece que esse monte de palmeiras fica bem no meio do deserto (Crédito da foto: Clarissa Donda)

E, já que é tão longe, reserve pelo menos dois dias para ficar hospedado por lá. Um deles é só para percorrer o oásis de bicicleta, passando pelas casas simples dos moradores, corredores de palmeiras e piscinas naturais; a mais famosa é a Piscina de Cleópatra (mas o nome é só marketing, porque a Rainha nunca foi lá). É possível tomar um banho ali, mas fica um lembrete para as meninas: se banhem vestidas com roupas, como bermudas e camisetas.

Outro destaque de Siwa é o Oráculo, que atraiu viajantes – em condições de viagem bem piores do que a nossa. O mais famoso deles, aliás, foi ninguém menos que Alexandre o Grande. Dá para ver que Siwa é um destino bem frequentado e já não é de hoje.

  1. Dahab

Três motivos para você conhecer Dahab: mergulho, bicicleta e comida! Mas a ordem fica por sua conta!

Eu explico: Dahab é uma cidade pequenininha que fica na Península de Sinai, na costa do Mar Vermelho. Como uma cidade litorânea, tem aquela vibe descontraída e colorida de mar e sol, mas, por ser pequenininha, não tem aquela imponência luxuosa (e impessoal) dos resorts da vizinha famosa, Sharm-El-Sheik. Pelo contrário: Dahab tem um jeitinho de Porto de Galinhas há alguns anos atrás. Tanto que, para ir para lá, você deve pegar um ônibus saindo do Cairo (são sete horas de estrada) ou um dos voos para Sharm-El-Sheik, para seguir de lá por terra até Dahab.

 

Dahab é parada obrigatória para quem sonha em mergulhar no Mar Vermelho (Crédito da foto: Clarissa Donda)

Dahab é parada obrigatória para quem sonha em mergulhar no Mar Vermelho (Crédito da foto: Clarissa Donda)

A praia, você vai reparar, não é grandes coisas, mas o forte de Dahab está debaixo d’água: o Mar Vermelho é considerado um dos melhores pontos de mergulho com cilindro do mundo, competindo lado a lado com a Grande Barreira de Corais australiana. Iniciantes e iniciados podem fazer o aluguel de equipamento de mergulho e aulas de batismo com as principais empresas da cidade – e, diga-se de passagem, a preços bem amigos. Já o pós-praia pode ser feito na cidade: o vilarejo é bem simpático, cheio de hotéis a beira-mar e lojinhas coloridas e interessantes, com direito a um calçadão para passear de bicicleta, que são facilmente alugáveis em qualquer lugar da cidade. Confesse: você não esperava esse “combo” em uma viagem pelo Egito, né?

E, para morrer de amores definitivamente por Dahab, vá à noite ao Funny Mummy, um simpático restaurante de frente para o mar. A decoração é uma delícia – cheia de futons e almofadas acompanhadas de mesas baixas pelo chão e palmeiras ao redor. A trilha sonora é deliciosa: músicas típicas com toque meio lounge, meio egípcio, que me fez ir até o gerente da casa e pedir, mais de uma vez, que por favor me gravasse um CD ou algo do tipo – e, pelo que eu soube depois, fui só uma das centenas de pessoas que já pediram isso. Por fim, a comida: maravilhosa, especial, feita na hora e servida deliciosamente quente para você, acompanhada de um narguilé, chás beduínos (incríveis) e um atendimento super simpático. Para comer olhando para o céu estupidamente estrelado de Dahab e desejar querer ficar lá para sempre.

Nota: peça a sobremesa de frutas e mel ao forno. Vai por mim! 😉

  1. Museu do Cairo

Quem já foi à ala egípcia do Museu Britânico de Londres ou do Louvre de Paris pode torcer o nariz quando chegar ao Museu do Cairo. A exposição das peças não tem nem de longe o mesmo cuidado, e a falta de informação sobre o acervo é gritante – uma estratégia, suspeitamos, para fazer os turistas contratarem guias particulares, que se amontoam oferecendo seus serviços na porta.

Não deixe para economizar no Museu do Cairo; contrate um guia para entender tudo sobre o espetacular acervo (Crédito da foto: Clarissa Donda)

Vá do mesmo jeito: mesmo assim, o Museu do Cairo reúne – por motivos óbvios – o maior acervo de peças do Egito Antigo do mundo, entre elas a famosa máscara mortuária de Tutancâmon (ver a riqueza de detalhes da máscara de perto e pensar que tudo aquilo é só uma pequena amostra do que era feito há milênios atrás já vale o ingresso). Lá, você também pode ver os bustos de Akhenaton (o faraó “herege”, pai de Tutancâmon e casado com Nefertiti) e a múmia de Ramsés II (o tal que construiu o templo de Abu Simbel, lá de cima). Isso sem contar outras peças interessantíssimas.

Uma dica preciosa: contrate um guia – mesmo que seja os da porta – para levá-lo. Com a falta de informações sobre as peças, a gente perde muito da importância e do contexto do acervo do museu, e um guia ajuda muito nesse sentido. Ok, muitos deles fazem um preço mais salgado para turistas, mas poxa: você, que já viajou de tão longe, concorda que agora não é a melhor hora de ser pão duro e estragar o passeio, né?

  1. Dormir de frente para as pirâmides

Claro, ir ao Egito e não ir às Pirâmides é no mínimo esquisito! Mas uma forma de curtir a vista de uma maneira tão especial quanto confortável (entenda-se: sem os vários vendedores que ficam assediando os turistas para comprar lembranças ou passear de camelo) é, por que não, se hospedar em um hotel de frente para as pirâmides! 🙂

 

Acordar e dormir com essa vista é uma experiência única e inesquecível (Crédito da foto: Clarissa Donda)

Acordar e dormir com essa vista é uma experiência única e inesquecível (Crédito da foto: Clarissa Donda)

Aviso: é caro. Bem caro. Mas, considerando que o Egito não é um dos destinos mais caros (especialmente nas cidades como Luxor e Aswan, que sofreram bastante com a queda do turismo durante a revolução no país), dá para equilibrar as contas ao longo da viagem e tentar se permitir uma noite de mimos com uma das vistas mais fascinantes do mundo.

Mena House Hotel é o mais próximo delas – a Grande Pirâmide está praticamente no seu quintal – e também o mais caro e luxuoso; era a antiga casa de caça de um dos sheiks do país. Outras opções são o Le Meridien Pyramids, com uma vista especial e preços mais camaradas, e o Moevenpick Hotel Cairo Pyramids, com a vista um pouco mais distante, mas bem confortável também! 🙂

Se vale a pena? Ah, eu também me perguntei isso na hora em que fiz a reserva – e, especialmente, que consultei o preço. Mas lembro até hoje de acordar cedo e seguir para o café – o caminho me levava em direção à Pirâmide maior. Não resisti e me sentei no jardim para admirar – lembro que saí dali quase uma hora e meia depois. E saí muito bem: admirar a grandiosidade da Pirâmide parece ter um efeito “osmose”, em que os nossos pensamentos se tornam grandiosos também, e que a gente sai, sem perceber, mais forte, mais poderosa, mais centrada e (será?) mais sábia. Ou serena. Bem, não importa. A verdade é que eu, hoje, me lembro que o valor pago na diária foi bem salgado. Porém, me lembro como se fosse ontem como foi cada minuto em que eu tive aquele cenário como pano de fundo. E não é esse tipo de lembrança o melhor sinal de que a experiência vale a pena?

Se você não tiver grana para bancar a estadia na frente das pirâmides, não tem problema; existem outros hotéis bacanas e confortáveis no Cairo. O importante é curtir o passeio e achar seu cantinho para contemplar as maravilhosas Pirâmides.

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Author chez Viajando - Expedia Brasil
Jornalista, marqueteira digital e curiosa por fotografia e por histórias inusitadas pelo mundo, que conta no seu blog, o Dondeando por aí (http://dondeandoporai.com.br/). Hoje mora em Londres com suas duas gatinhas, vive com uma mochila nas costas, já publicou um livro, plantou uma árvore, anda de patinete ao invés de bicicleta porque é mais divertido e escreve sobre novidades "in loco" da Europa para vários veículos.
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