Surpresas nas ruínas de Copán

As ruínas maias já nos fascinavam antes mesmo de iniciarmos nossa viagem. Quando chegamos à América Central, encontramos a oportunidade de conhecer de perto um pouco dessa cultura. Na nossa passagem pela Guatemala, decidimos seguir até a cidade de Chiquimula e, de lá, visitar as ruínas de Copán, que ficam bem na fronteira com Honduras – que, por sinal, estava fora do roteiro de lugares que visitaríamos por questão de segurança.

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Como o custo para entrar de carro em Honduras é de US$ 35, decidimos dirigir até a fronteira, deixar o carro lá, cruzar a pé e, então, pegar uma van. Em vinte minutos, estávamos nas ruínas. Para nossa surpresa, do centro da cidade, onde a van nos deixou, até o sitio arqueológico, pegamos um tuk tuk, um tipo de triciclo motorizado que carrega passageiros. O interessante é que, pelo jeito, esse fluxo de pessoas que vêm da Guatemala é constante – tanto que nos deram visto somente para a visita as ruínas.

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Em Copán, vimos ruínas maias pela primeira vez e ficamos bem impressionados. Tudo pareceu bem organizado, e o clima também ajudou. Apesar de dificilmente contratarmos guia, por causa dos preços, abrimos uma exceção e saímos para conhecer o lugar com uma família. O passeio durou uma hora e meia e, para sermos bem sinceros, o guia no começo não entrosou muito – só ficava tentando aprender português. Por sorte, a família que estava conosco era local e tinha uma filha adolescente que estava aprendendo muito sobre a história maia na escola. O pai dela também sabia muita coisa e acabava nos explicando um pouco também. O guia custou US$ 35, que dividimos em cinco pessoas.

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Depois do passeio com o guia, ainda sentamos e curtimos um pouquinho o lugar, digerindo todas aquelas informações. Aproveitamos para comer alguma coisa sentados ali no meio de tanta história. Copán fica em um lugar que foi todo coberto pelas árvores e, quando descobriram a região, ainda não se tinha ideia do tamanho da civilização maia e quão rica era a sua cultura.

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Hoje em dia é possível ver estelas, pirâmides e uma incrível acrópole. É possível até visitar as ruínas de um estádio onde os maias praticavam um jogo com bola. Tudo em torno do lugar é interessante. Além de já ter sido coberto pela selva densa, uma parte da região já foi inundada pelo rio Copán, que, inclusive, teve seu curso alterado para que se pudesse proteger as construções. Há construções datadas desde o século V. Outro fato intrigante é a utilização do rio para comércio com outras comunidades maias em sítios que ficam onde hoje está a Guatemala.

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Encontramos um livro sobre o trabalho de John Lloyd Stephens, que foi o primeiro a escavar o lugar – ele comprou toda a área de Copán de um fazendeiro por apenas cinquenta dólares. Ele também é conhecido como o precursor dos estudos da civilização maia, e, com o seu livro, foi possível entender um pouco sobre o momento dessa descoberta. É um passeio que vale a pena se você estiver na região!

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Rachel e Leonardo estão em uma jornada de volta ao mundo! A viagem começou em maio de 2013 e, após um ano na América, estão desbravando o velho continente. Nos próximos dois anos, ainda terão muita história contar com África e Ásia, até completarem sua jornada na Austrália. Saiba mais sobre a história do casal no blog Viajo Logo Existo.
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