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São Paulo: a maior cidade da América Latina – vida noturna

 

São Paulo

Em São Paulo dá para se divertir muito. A sexta maior cidade do mundo contabilizou em 2011 mais de 11 milhões de habitantes que trabalham muito, mas que também sabem que na pauliceia desvairada há opções para todas as tribos.

Na Vila Madalena, a boemia e a cultura andam juntas. É reduto de uma turma alternativa que circula pelo Beco do Batman (Rua Gonçalo Afonso), um museu a céu aberto com gravuras grafitadas – ótimo para fotos –, e segue para a badalação das ruas Mourato Coelho e Aspicuelta. Para tomar um chopp e ver gente bonita, vá ao Boteco São Bento. Se quiser apostar em uma caipirosca com picolé, bastante popular e muito gostosa, não se assuste com o preço: com vodka importada, a bebidinha sai por R$ 39. Para dançar samba, o Samba tem música ao vivo e gente simpática com vontade de bater um papo. Se você é apreciador de boas cervejas, o Melograno tem uma carta respeitadíssima, elaborada por mestres no assunto. Deixo por último o meu favorito, o SubAstor, que fica embaixo do também popular Astor. Por trás da cortina de veludo vermelho, um lugarzinho aconchegante, excelente para bater papo e beber o que eu considero serem os melhores martinis da cidade. A simpatia dos barmans é um show à parte. 🙂

Pinheiros entrou na cena da vida noturna não faz tanto tempo assim e segue o clima da Vila Madalena. Acho bairros assim deliciosos, pois tem um clima despretensioso e gente simpática. O Grazie a Dio! tem cerveja barata e muito soul e samba-rock. Bandas como Clube do Balanço e Sambasonics embalam casais animados na pista. Com carinha carioca, o Pirajá tem clima descolado e um bolinho pecaminoso feito com massa de abóbora e recheado com carne seca. Se estiver disposto a desembolsar uma grana considerável, o Caribbean Disco Club tem ambiente sofisticado, celebridades em camarotes VIP (que podem custar R$ 6 mil) e um bar lindamente iluminado que é concorrido por quem pagou R$ 150 de consumação para entrar.

A novidade na Vila Olímpia foi a chegada das baladas sertanejas, onda que arrasta jovens de jeans e estampa xadrez que arriscam passinhos ao som de Victor & Leo e Edson & Hudson. A azaração nestas baladas rola solta, então, meninas, preparem-se para serem cantadas pelo menos uma dúzia de vezes. As casas mais populares são a Wood’s Bar e o Villa Mix. Meninos, a entrada para vocês não sai por menos de R$ 200, então, se pretendem cortejar, estejam preparados para gastar. 🙂 Para o público mais, digamos, maduro, a The History é uma excelente opção. O DJ Iraí Campos comanda as pick ups e a pista vai à loucura com hits de Earth, Wind and Fire, Culture Beat e La Bouche. O Itaim Bibi segue a mesma vibe da Vila Olímpia, com baladas para um público que gosta de sair arrumado. Na Rua Amauri, o Louis Bar-Lounge, filial da famosa casa em Miami, tem happy hour e pista animada até altas horas da madrugada. Para um chopp bem tirado, petiscos gostosos e engravatados, o tradicional e premiado Bar do Juarez tem clima nostálgico dos tempos de ouro da pauliceia.

Do luxo ao lixo. Assim considero o roteiro alto-baixo Augusta, que vai da Consolação aos Jardins. A rua mais rock’n’roll de São Paulo tem uma diversidade inexplicável de gente de todos os estilos. Bandas alternativas se apresentam no palco do Studio SP, enquanto uma turma vestida de preto se mistura à bagunça caótica no escuro ao som de rock do Inferno Club, e a turma do jazz se encontra no Tapas Club. Esse caos se funde com a ostentação de baladas com garotões sarados de camisa ou polo e meninas com longos cabelos e saias bem curtas em filas nas portas de clubes com dress code, que cobram entradas que representam um percentual considerável do seu salário mensal. Assim é o clima do outro lado da Paulista, nos Jardins. O sertanejo Outlaws, casa do cantor Luan Santana com mil m² ou o BallRoom são as pedidas do momento na região. Aliás, se beber demais ou quiser dar uma esticada, a região tem hotéis para todos os bolsos!

Barra Funda foi descoberta não faz muito tempo e tem balada de todo jeito, mas destaco as casas que tocam eletrônico. A premiadíssima D-Edge traz DJs de todo o mundo e embala a turma que encara festas que rolam até às 10h. A Clash Club mantém o posto entre as principais baladas da cena eletrônica, mas se prepare para filas, mesmo que a casa esteja vazia. É, coisa de paulista.

Agora, se você gosta só de um barzinho tranquilo, para tomar um choppinho bem tirado e comer um petisco, a Vila Mariana é o lugar para você. Vou começar com o campeão invicto da melhor coxinha de São Paulo (quiçá do Brasil), o Veloso Bar. Não espere sentar, a não ser que você chegue cedo. Ah, a casa fecha cedo também, mas vale a pena esperar pela generosa porção com seis coxinhas (R$ 22). Dica de ouro: está a fim de sentar e curtir a sua coxinha com uma caipirinha de tangerina com pimenta dedo-de-moça? Vá ao anexo do Veloso, o Brasa Mora. O cardápio é o mesmo, mas bem menos lotado. Com o premiado pastelzinho de feijoada, o Bar Birô tem mesas na calçada, caipirinhas deliciosas e outros petiscos bem brasileiros. Ótima escolha para um fim de tarde.

Viu? São Paulo é assim, para todo mundo. Qual é a sua escolha?

Até mais!

Ana Samadello

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