Roterdã: a cidade da arquitetura

Uma coisa não podemos negar: quando pensamos em uma viagem pela Holanda, Amsterdã é, sem dúvidas, o primeiro destino que nos vem à mente. Uma pena reduzir esse pequeno país apenas a cidade dos canais, da Heineken e das casas de tijolinhos. Quem dedica mais tempo ao país, descobre lugares vibrantes e cheios de vida ainda pouco explorados pelo turista convencional. Um bom exemplo disso é Roterdã.

Vista da moderna Roterdã

Vista da moderna Roterdã

Roterdã é uma cidade jovem, moderna e faz um contraponto excelente à tradição e ao charme de Amsterdã. Menos de 40 minutos de trem separam os dois destinos e logo você vai perceber que as brincadeiras entre uma e outra não passam de um engraçado FLA x FLU holandês.

Muito se fala sobre Chicago, Nova York, Dubai e até mesmo Bilbao como grandes destinos para fãs de arquitetura, mas Roterdã também não deixa nada a desejar nesse quesito. Completamente dizimada durante a Segunda Guerra Mundial, a cidade conseguiu se reconstruir fazendo um planejamento urbano de dar inveja a muitas cidades. Ruas planas e largas, grandes ciclo-faixas, parques e prédios cheios de conceito foram construídos nas últimas décadas.

A cidade possui uma arquitetura moderna especial, toda criada a partir do final da 2a Guerra

A cidade possui uma arquitetura moderna especial, toda criada a partir do final da 2a Guerra

E por falar em prédios cheios de personalidade, arquitetos do mundo todo tentam emplacar seus projetos na cidade. Afinal, até hoje, a prefeitura tem uma flexibilidade muito grande para desenvolvimento de projetos urbanos diferentes e isso faz toda diferença no clima de Roterdã.

Um bom exemplo disso, é a Estação Central. Sua inauguração representou um marco do desenvolvimento do país e ainda trouxe um novo conceito para as estações centrais na Europa, que costumam ser feiosas, escuras e com seus arredores não muito agradáveis. Graças ao projeto feito pelos Benthem Crouwel Architects, a cidade ganhou uma estação clara, moderna e que é a cara de Roterdã.

A famosa ponte Erasmusbrug

A famosa ponte Erasmusbrug

Seu outro símbolo, a Erasmusbrug, é uma ponte de cabos suspensos feita pelo arquiteto Ben van Berkel em 1996 e que rendeu o título de “Cidade da Arquitetura” a Roterdã. Ela é um dos cartões postais mais fotografados da cidade, além de ser um símbolo de vanguarda. Não bastasse isso, a ponte ainda é levadiça, permitindo que barcos grandes consigam seguir seu caminho pelo rio que corta essa região. E um dos melhores lugares para fotografá-la é do alto do bar do Nhow Hotel, cuja vista noturna é incrível.

É interessante ver como uma metrópole pode influenciar positivamente a outra, mesmo estando em diferentes continentes. Aos moldes do High Line de Nova York, a Hofbogen, uma antiga linha de trem que ligava Roterdã ao litoral da Holanda, está sendo toda revitalizada. Os trechos que já foram inaugurados contam com novos restaurantes, bares, cervejarias e galerias de arte.

Ao contrário da famosa Amsterdã, em Roterdã os prédios são altos e modernos

Ao contrário da famosa Amsterdã, em Roterdã os prédios são altos e modernos

Ainda nessa área, fica a Luchtsingel, uma curiosa ponte de madeira construída graças ao financiamento coletivo feito pelos próprios moradores. Ao final dela, nos meses mais quentes do ano, você ainda encontra uma área com food trucks e muita gente interessante.

Um dos pontos mais fotografados de Roterdã não poderia ficar de fora desse roteiro: as famosas Casas Cubo. Projetadas por Piet Blom em 1984, hoje elas não são mais endereços residenciais e sim um hostel que atrai muitos turistas pela simples curiosidade de se hospedar num lugar tão diferente.

A bela ponte Luchtsingel, feita toda em madeira

A bela ponte Luchtsingel, feita toda em madeira

Logo em frente às casas amarelas, você vai notar outra construção que também chama muito a atenção: o Rotterdam Market Hall, um dos mercados mais gostosos de se visitar na Europa. Do tamanho de um campo de futebol, ele é todo coberto e conta com uma arquitetura super contemporânea. Dentro dele você encontrará diversos restaurantes, quiosques de produtores locais e especiarias trazidas por imigrantes dos quatro cantos do mundo. Não deixe de provar o queiro Oude Rotterdam por lá, é muito diferente dos queijos típicos de Amsterdã.

O Rotterdam Market Hall

O Rotterdam Market Hall

Nos dias mais quentes, o mercado também é um ótimo lugar para comprar quitutes saborosos e fazer um piquenique no gramado que fica ao lado. Ah! Não deixe de provar os poffertjes, um doce típico da Holanda cuja receita mais tradicional é vendida no Salon Seth. Esse doce bem doce parece uma panqueca no formato de madeleine e costuma ser servido com manteiga e açúcar. Eles fazem ali mesmo na hora e você prova tudo bem quentinho.

Natalie Soares
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Natalie Soares

Autora chez Viajando - Expedia Brasil
Pós-graduada em Mídias Sociais pela FAAP, é autora do blog de viagem e tecnologia Sundaycooks e fundadora da ABBV (Associação Brasileira de Blogs de Viagem). Atualmente trabalha como editora de conteúdo online e vive fazendo planos para a próxima viagem.
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