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Onde comer na Itália

Não é preciso muito esforço para associar uma viagem à Itália ao delicioso ato de comer bem. Muito bem, aliás: a gastronomia italiana se espalhou pelo mundo, ganhando nosso amor para o resto da vida e até emprestando palavras e estilos de comida que a gente incorporou ao nosso dia a dia – milanesa, bolonhesa, napolitana, carbonara, e por aí vai.

Uma farta mesa posta com vista para uma paisagem inesquecível: esse é o cenário de muitas refeições que você vai fazer na Itália! (Crédito da foto: Clarissa Donda)

Uma bela mesa posta com vista para uma paisagem inesquecível: esse é o cenário de muitas refeições que você vai fazer na Itália! (Crédito da foto: Clarissa Donda)

Eu, como muita gente, não escondo que, quando estive no país pela primeira vez, parte do meu roteiro foi montado com a finalidade de conhecer in loco alguns dos melhores restaurantes da Itália. E, ao fazer isso, fui coletando um monte de dicas – dadas em revistas, sites e, claro, em relatos entusiasmadas de amigos – do que era o melhor tipo de prato ou iguaria de cada região, o que não podia deixar de experimentar e o que poderia deixar passar sem culpa.

Não tenho a menor pretensão de dizer que o meu roteiro gastronômico particular é o roteiro definitivo – nem de longe, já que a cozinha italiana tem sabor e história para encher prateleiras e prateleiras de livros, e eu só consegui desvendar uma brechinha dessa delícia toda. Também, claro, não manjo todos os segredos gastronômicos italianos, tanto que estou aqui planejando algumas visitas a mais, para regiões diferentes. Mas achei que valia a pena reunir as dicas que eu tinha para fazer um post só com sugestões de onde comer bem na Itália – e, quem sabe, já começar a ajudar você a montar o seu roteiro por lá, já que as dicas são de muitos dos destinos mais famosos e procurados por turistas.

Façamos um trato: já que a Itália é para ser degustada sem pressa, se você também descobrir um novo restaurante escondido e delicioso por lá, você conta para a gente?

Roteiros gastronômicos para cada região

1. Umbria

A região fica no coração da Itália – mais especificamente, entre o Lazio (onde fica Roma) e a Toscana. Não tem saída para o mar, mas compensa com uma gastronomia deliciosa, com ingredientes típicos dos seus vales belíssimos. É a região do porco selvagem e das trufas negras! 🙂

Perugia, capital da Umbria, guarda deliciosos segredos gastronômicos, assim como toda a região (Crédito da foto: Clarissa Donda)

Perugia, capital da Umbria, guarda deliciosos segredos gastronômicos, assim como toda a região (Crédito da foto: Clarissa Donda)

Trufas Negras: É na Umbria – especialmente na pequena cidade de Norcia – onde está a maior colheita desta iguaria no país. A melhor época para a colheita é em novembro, perto do final do outono italiano, mas a região é tão abundante que você pode participar de uma “caçada” em julho, em pleno verão, e ainda assim achar um “trufão”! 🙂

"Caçar" suas próprias trufas e depois degustá-las com sal, azeite, pão e vinho é um programa e tanto na Umbria (Crédito da foto: Clarissa Donda)

“Caçar” suas próprias trufas e depois degustá-las com sal, azeite, pão e vinho é um programa e tanto na Umbria (Crédito da foto: Clarissa Donda)

Eu participei dessa caçada, que é feita com guias e cães, simpáticos Cocker Spaniels que ficam correndo pelos campos e são treinados a farejar e a cavar a trufa, em um belíssimo mês de julho, nas encostas dos vales ao redor da Umbria. Super recomendo o passeio; além de ser uma experiência linda, é também deliciosa, já que as trufas colhidas são limpas, trituradas e servidas, frescas, com azeite, sal, pão e vinho. O sabor é único e eu aproveito para dar a dica de ouro: deixe para comprar azeites trufados ou trufas em conserva em Norcia (onde os preços são bem mais em conta). Também não deixe de experimentar as massas trufadas. Sabe aqueles pratos que você come em silêncio porque não está acreditando de tão bom que é? Então!

Não deixe de provar também os pratos feitos com trufas negras, como essa massa com ricota (Crédito da foto: Clarissa Donda)

Não deixe de provar também os pratos feitos com trufas negras, como essa massa com ricota (Crédito da foto: Clarissa Donda)

Chocolate: Lembra do chocolate Baci – que significa “beijos”, em italiano? Pois é: a fábrica que o produz é a Perugina, que fica na capital da Umbria, Perugia – ou seja, é também a capital do chocolate na Itália. A fábrica oferece tours para os visitantes poderem conhecer as instalações, bem como dispõe de cursos deliciosos do universo do chocolate. Mas anote a dica de ouro: vá para Perugia em outubro, quando acontece o festival Eurochocolate! Dizem que o evento faz com que a cidade toda fique perfumada com o cheiro bom desta delícia. Em uma das últimas edições, o festival entrou para o Livro dos Recordes por produzir a maior barra de chocolate do mundo!

Queijo Pecorino: Por ser longe do mar, boa parte da economia – e da gastronomia – da Umbria se baseia no pastoreio de animais do campo, em especial a cabra. Logo, queijos aqui são uma especialidade, e o mais must have da região é o Pecorino, que aqui é feito de uma forma diferente. Enquanto os queijos deste tipo no restante da Itália são preservados no sal, na Umbria eles são misturados a pasta de tomate e colocados em urnas de terracota ou cavernas naturais para envelhecer. O resultado é um queijo de textura e sabor únicos, que vai muito bem com carne. Você pode encontrá-los facilmente em Norcia, Todi e Orvieto.

Os queijos feitos com leite de cabra, como o pecorino, são a especialidade da região (Crédito da foto: Clarissa Donda)

Os queijos feitos com leite de cabra, como o pecorino, são a especialidade da região (Crédito da foto: Clarissa Donda)

Presunto cru e outros produtos derivados do porco: A simpática cidade de Norcia foi o local onde nasceu São Bento, o santo fundador da Ordem dos Beneditinos – logo, vários mosteiros começaram a se instalar neste pequeno vale ao longo da Idade Média. Os monges eram conhecidos por manter e preservar grandes acervos de livros (quem assistiu ao filme “O Nome da Rosa”, vai lembrar) sobre temas como a medicina. Eles aplicavam os conhecimentos adquiridos por meio das leituras cortando a carne de porcos selvagens, típicos da região. Com isso, logo descobriram os melhores cortes da carne e como preservá-la por mais tempo – nascia, aí, o famoso presunto cru italiano. Por isso, não estranhe se você chegar às pequenas ruas de Norcia e sentir um cheiro delicioso no ar: a cidade é considerada a capital do presunto cru, a ponto da “arte” no preparo destes embutidos ser hoje chamada de norcineria.

O famoso presunto cru italiano tambem faz parte da deliciosa lista de delícias da Umbria (Crédito da foto: Clarissa Donda)

O famoso presunto cru italiano tambem faz parte da deliciosa lista de delícias da Umbria (Crédito da foto: Clarissa Donda)

Massas em geral: Uma curiosidade que eu também não sabia: boa parte das massas frescas produzidas no país vêm da Umbria – em especial o tagliatelle, típico de lá. Ali, cada detalhe da massa é levado a sério: lembro de conversar com um italiano local que me explicava a diferença entre as massas feitas artesanalmente e as massas feitas na máquina: as primeiras são meio irregulares, já que o corte da massa, que determina sua espessura, é feito com as mãos. Porém, em geral, a massa é extremamente fresca, o que dá um sabor totalmente diferente. Anote a dica: comprar massas frescas para levar de volta é uma boa pedida, mas fique de olho nas instruções de cozimento – a pasta tem que ficar al dente, o que envolve menos tempo na panela (deixar o macarrão cozinhando por muito tempo, até ficar mole, é quase uma heresia!).

Restaurantes na Umbria que valem a visita:

Vespasia: fica dentro do hotel Palazzo Sêneca, na Via Cesare Battisti 10, Norcia. É um dos melhores da cidade e oferece pratos deliciosos à base de cordeiro. O restaurante também tem uma adega de vinhos exclusivos, comprados em pequenas vinícolas e de tiragem limitadíssima.

Granaro del Monte: fica na Via Alfieri 6, em frente ao Palazzo Sêneca, também em Norcia. Tem a melhor massa com trufas negras que eu já comi na minha vida.

Apollinare: Via Sant’Agata 14, em Spoleto. Super charmoso e aconchegante, tem uma entrada de queijos e trufas deliciosa. Vale apostar em uma certa sobremesa que eles oferecem à base de peras, que parece um sorvete.

La Lumera: Corso Bersaglieri 22, em Perugia. Visualmente, é menos charmoso que os outros, mas bem movimentado, especialmente por conta do público jovem que mora na cidade por causa das universidades. Só serve massas artesanais.

2. Toscana

A região é famosa por seus campos de girassóis e de trigo, e pelas simpáticas vinícolas que se estendem pela paisagem até você perdê-las de vista. E, por ser cheia de pequenas cidadezinhas, cada uma tem seus segredos!

Da linda cidade de Florença saem algumas das iguaria mais imperdíveis de toda a Itália (Crédito da foto: Clarissa Donda)

Da linda cidade de Florença saem algumas das iguaria mais imperdíveis de toda a Itália (Crédito da foto: Clarissa Donda)

Sorvete: Sabe a lenda de que o sorvete italiano é o melhor do mundo? Pois na pequena cidade de San Gimignano, a pequena sorveteria Di Piazza leva o título à sério, e ainda tem como provar a façanha: pendurou na porta uma série de prêmios internacionais que ganhou, o que lhe dá o título absoluto de “melhor sorveteria do mundo”. A fila de gente todos os dias dá a dica que a fama já rodou o planeta, e eu acho que o sabor do sorvete faz jus à fama que tem – embora, não nego, experimentaria de bom grado todos os sorvetes possíveis para atestar se o título é merecido mesmo.

É aqui, em plena Toscana, que você pode provar o (literalmente) sorvete mais gostoso do mundo (Crédito da foto: Clarissa Donda)

É aqui, em plena Toscana, que você pode provar o (literalmente) sorvete mais gostoso do mundo (Crédito da foto: Clarissa Donda)

Queijos trufados: Se a Umbria é a terra das trufas negras, é na Toscana, especialmente na cidade de Alba, que são colhidas as trufas brancas – uma iguaria que, no preço de mercado, chega a valer mais que diamante. Então, aproveite que você está lá para experimentar – e ostentar, nem que seja um pouquinho – esse luxo. Uma dica é provar os queijos trufados da região, à venda em diversos mercados e, especialmente, no Mercado Central de Florença (honestamente, achei os preços melhores por lá).

Bisteca fiorentina: O prato típico de Florença até pegou o nome emprestado da cidade e é uma ótima pedida para quem é carnívoro! Trata-se de um pedaço grosso de carne assado na grelha e temperado com pimenta e azeite. Por ser grosso, fica um pouco malpassado no seu interior.

Vinhos: Tours por vinícolas são a grande pedida para quem viaja pela região. Vale a pena alugar um carro em Florença e montar base em cidades como Siena e Rapolano para explorar, nos arredores, as cidadezinhas menores de Montepulciano e Montalcino, que ficam no sul da Toscana e produzem os vinhos mais aclamados da região. Ah, e quem é enófilo de carteirinha pode deixar para esticar alguns dias em San Gimignano e percorrer, de carro, vespa ou bicicleta, as fazendas de agriturismo que ficam ao redor da cidade – reza a lenda que os melhores vinhos do país são produzidos por ali.

Em cidades como a charmosa Montalcino são produzidos os melhores vinhos da Toscana (Crédito da foto: Clarissa Donda)

Em cidades como a charmosa Montalcino são produzidos os melhores vinhos da Toscana (Crédito da foto: Clarissa Donda)

Melhores restaurantes da Toscana:

Enotria Restaurante: fica na Via dele Porte Nuove, 50, em Florença. Foi recomendado por uma italiana – local conhecedora das coisas boas dali – como um dos melhores restaurantes da cidade! Dica: peça para conhecer a adega deles!

Trattoria del Tito: Via San Gallo, 112, Florença. Um dos melhores restaurantes que já fui, indicado por uma amiga que se apaixonou por ele e transformou essa paixão em uma reação em cadeia – amigos indicam para amigos, que indicam para amigos, e agora temos uma legião de fãs do Tito do lado de cá do Brasil. Minha dica: aposte na massa trufada da casa, que é delícia pura, e na sopa de tomate. Os garçons são de uma simpatia ímpar, e vale a pena experimentar também o limoncello da casa – mas peça para os garçons contarem a história que está por trás do brinde com a bebida! 😉

Gelateria di Piazza: Fica aqui o melhor sorvete do mundo – em San Gimignano. O endereço é Piazza Cisterna 4, em San Gimignano, mas fique atento para entrar na sorveteria certa – isso porque tem uma sorveteria ao lado cujo dono resolveu dar uma de esperto e pegou carona na fama da Gelateria di Piazza original: a sorveteria impostora tem uma placa enorme dizendo “Melhor sorvete do mundo”. Os mais incautos podem confundir (eu fui um deles) e preferir o sorvete do lado, quem nem chega perto da fama!

La Taverna Toscana: o restaurante fica dentro do charmoso hotel Laticastelli, na cidade de Rapolano, próximo a Siena, e que ocupa a construção que uma vez já foi base de exército durante uma guerra medieval. Eu me hospedei lá e super recomendo ficar ali por uns dias: a região é de uma beleza clássica, cercada por ciprestes, piscinas e campos amarelados de trigo e girassóis. E o restaurante em si é um dos maiores orgulhos dos proprietários: possui uma das melhores adegas da região, e com pratos criados por um chef de formação internacional. Os menus são renovados todo ano – quando eu fui, eles faziam uma panacota sensacional. Fica na Via Laticastelli, 1, em Rapolano, e é preciso carro para chegar lá. Mas vale a visita – é apaixonante!

O restaurante do hotel Latiscatelli é parada quase obrigatória; vale também se hospedar alguns dias por ali (Crédito da foto: Clarissa Donda)

O restaurante do hotel Latiscatelli é parada quase obrigatória; vale também se hospedar alguns dias por ali (Crédito da foto: Clarissa Donda)

3. Liguria

A Liguria é uma “tripa” pequena e espremida pelo mar, mas famosa por abrigar a região de Cinque Terre, uma das mais apreciadas pelos visitantes. Além disso, lá fica também a cidade de Gênova, que por séculos foi um dos principais pontos de comércio italiano pelo mar. Por isso, de certa forma, o mar tem uma forte – e deliciosa – presença na comida.

É nesta região que ficam as famosas Cinque Terre - e também muitos pratos incríveis à base de frutos do mar (Crédito da foto: Clarissa Donda)

É nesta região que ficam as famosas Cinque Terre – e também muitos pratos incríveis à base de frutos do mar (Crédito da foto: Clarissa Donda)

Farinata: Confesso que esse não foi meu prato favorito. A Farinata é feita com farinha de grão de bico e bem popular por lá.

Focaccia: Sim, esse pão famoso que tomou conta do mundo nasceu lá, e é fácil encontrar pequenas padarias que servem generosas focaccias cobertas com diferentes sabores: alecrim, manjericão, cogumelos, peixe, salame… A melhor, mesmo, é a mais simples, apenas com sal, azeite e saída direto do forno. É uma ótima pedida de refeição, já que é barata e pode ser comida como street food, sem precisar consumir no restaurante.

Molho pesto: Tem a versão genovesa e mais famosa, produzida com manjericão fresco e azeite da região, que resulta em um molho imbatível para massas e frutos do mar – simplesmente algo que é possível comer todos os dias sem enjoar. Aposte nas massas ao molho pesto, com ou sem frutos do mar – você ainda pode comprá-lo, só as ervas, em mercadinhos espalhados nas comunas de Riomaggiore, Manarola e Corniglia. Ou, ainda, aposte nos pratos com molho pesto servidos também em La Spezia, cidade de onde saem os principais passeios de barco pela região. Outra versão é o pesto bianco, feito com azeite, ricota e nozes – vale a pena provar.

Se aquele molho pesto simples que fazemos em casa já é uma delícia, imagine só o que é servido nos restaurantes da Liguria (Crédito da foto: Clarissa Donda)

Se aquele molho pesto simples que fazemos em casa já é uma delícia, imagine só o que é servido nos restaurantes da Liguria (Crédito da foto: Clarissa Donda)

Frutos do mar: Por ter tanta proximidade com o mar, é natural que os pratos da Liguria ofereçam deliciosas combinações de frutos do mar – em especial, camarões, lagostins, aliche e lulas, sempre frescos. Eu apostaria nos lagostins, que são fritos e servidos à perfeição, seja empanados, ao molho pesto ou simplesmente temperados com sal, pimenta e azeite. Nas cidades de Riomaggiore e Manarola estão os melhores restaurantes que eu fui na região, especializados nesses pratos.

Os lagostins que comi no restaurante Dau Cila, em Riomaggiore, são uma das melhores lembranças que levo desta viagem (Crédito da foto: Clarissa Donda)

Os lagostins que comi no restaurante Dau Cila, em Riomaggiore, são uma das melhores lembranças que levo desta viagem (Crédito da foto: Clarissa Donda)

Outra dica, especialmente para quem quer comer algo em conta, é fazer um piquenique cênico: em Corniglia, pequena cidadezinha no meio das Cinque Terre que fica mais ao alto, é possível comprar petiscos como pães, aliche, queijos e molhos (todos frescos e absolutamente deliciosos) e comê-los no mirante com vista para o mar. Um programa típico, simples e delicioso!

Quer programa mais romântico e divertido do que um piquenique com ótima comida e uma vista como essa? (Crédito da foto: Clarissa Donda)

Quer programa mais romântico e divertido do que um piquenique com ótima comida e uma vista como essa? (Crédito da foto: Clarissa Donda)

Vinho branco: O terreno acidentado das Cinque Terre também é propício para o cultivo de vinícolas, especialmente as que produzem vinho branco – que, aliás, combina super bem com a gastronomia da região, leve e refrescante. Por isso, não deixe de comprar uma garrafa de um vinho branco – e bem gelado – feito em uma das vinícolas locais.

É dessas uvas apetitosas que sai o maravilhoso vinho branco da Liguria, que combina direitinho com a gastronomia local (Crédito da foto: Clarissa Donda)

É dessas uvas apetitosas que sai o maravilhoso vinho branco da Liguria, que combina direitinho com a gastronomia local (Crédito da foto: Clarissa Donda)

Melhores restaurantes da Liguria

Dau Cila: Fica na Via San Giacomo e quase de frente para o mar, na fofa Riomaggiore. Tem uma relação especial com o Brasil – é gerido por um casal, ele italiano, ela brasileira – e é o endereço onde descobri os melhores lagostins, molhos pesto e tiramissús da minha viagem. Recomendadíssimo.

Trattoria dela Raibetta: fica em Gênova, e se diz casa da mais autêntica gastronomia genovesa (com preços proporcionais à fama). Tem uma deliciosa salada de polvo, peixes espetaculares e, claro, o típico pesto. Vico Caprettari, 10-12.

Zanzibar Café: La Spezia costuma ser recomendada por que é mais conveniente, com uma estação de trem maior para conexões com o resto do país. Além disso, é de lá que saem mais opções de passeios de barco. Eu fiquei lá por uma semana e admito que a conveniência é um forte, mas a cidade não tem o mesmo charme que as “terres”. Porém, tem uma vida agitada, especialmente à noite e aos fins de semana. Fui ao Zanzibar Café, que tem essa pegada: fica na Via Prione 289, e tem um cardápio cheio de coisinhas, como paninis, entradas e sobremesas, todos a preços honestos. Mas o forte, mesmo, é o público.

4. Lombardia

Grande, intensa, refinada: a Lombardia tem uma gastronomia mais extravagante, muito influenciada por Milão. Aliás, Milão é um destino de viagem para se comer muito bem – e pagar idem. Mas, por lá você pode ter a certeza de provar pratos com uma assinatura o mais italiana possível.

Milão, como toda boa metrópole cosmopolita, tem uma gastronomia refinada, sem fugir nem um pouco às tradições italianas (Crédito da foto: Clarissa Donda)

Milão, como toda boa metrópole cosmopolita, tem uma gastronomia refinada, sem fugir nem um pouco às tradições italianas (Crédito da foto: Clarissa Donda)

Risoto à milanesa: A palavra “milanesa” já entregou, né? Mas o risoto é talvez o melhor representante da gastronomia local, especialmente por levar açafrão (por séculos considerado a especiaria mais cara), manteiga (produzida localmente, já que a região é experiente na criação de gado) e Parmigiano Reggiano gratinado, o queijo mais estrelado do país. Mas essa, claro, é uma versão – há várias outras variações de risoto por lá que levam vegetais ou outros tipos de carne, como vitela ou porco.

Polenta: Se as massas são características do resto da Itália, aqui na Lombardia a preferência mesmo é da polenta, que é servida com muita manteiga e carne.

Queijos: Talvez os mais conhecidos e famosos mundo afora tenham nascido aqui. É o caso do Parmigiano Reggiano, do gorgonzola, do Grana Padano e do provolone Val Padana. Por isso, você não pode deixar a cidade sem passar no mercado ou em uma loja de queijos e compras alguns para levar para casa.

Queijos como os famigerados Parmigiano Reggiano e Grana Padano são originais da Lombardia (Crédito da foto: Clarissa Donda)

Queijos como os famigerados Parmigiano Reggiano e Grana Padano são originais da Lombardia (Crédito da foto: Clarissa Donda)

Panetone: Sim, a nossa famosa sobremesa de natal nasceu nessa região! A versão tradicional é a que conhecemos, com frutas cristalizadas, servida no Natal. Eu, confesso, prefiro a chamada Colomba – variação servida na Páscoa, com amêndoas no topo!

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Author chez Viajando - Expedia Brasil
Jornalista, marqueteira digital e curiosa por fotografia e por histórias inusitadas pelo mundo, que conta no seu blog, o Dondeando por aí (http://dondeandoporai.com.br/). Hoje mora em Londres com suas duas gatinhas, vive com uma mochila nas costas, já publicou um livro, plantou uma árvore, anda de patinete ao invés de bicicleta porque é mais divertido e escreve sobre novidades "in loco" da Europa para vários veículos.
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