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Entrevista do mês: viajando para Hong Kong com dicas de um local

O Oscar, ao lado das suas amigas que moram em cantos diferentes do mundo – Carina, Martinha e Mirella -, são donos de alguns dos passaportes mais cobiçados entre os viajantes inveterados: aqueles cheios de carimbos. Além de cruzar muitas fronteiras, essa trupe se reuniu para criar um blog cheio de dicas dos locais por onde passaram, onde vivem hoje, chamado Viajoteca.

Nada melhor do que ter alguém vivendo na região e que entende nosso jeitão brasileiro para nos dar dicas de viagem, não é mesmo? Depois de ter passado uma temporada na Nova Zelândia, agora é a vez de Hong Kong ser o endereço oficial do Oscar. Pensando nisso, bati um papo muito bacana com ele e pedi um bocado de informações para quem quer se aventurar por esse destino surpreendente. Ah, aproveite também e veja o vídeo produzido pela Expedia sobre o destino.

Visão panorâmica da cidade

Visão panorâmica da cidade

Viajando com a Expedia: Quais sãos seus programas favoritos em Hong Kong?

Blog Viajoteca: Hong Kong é uma cidade super cosmopolita e uma das principais manifestações desse caldeirão multicultural pode ser definido pela sua culinária. Um dos meus programas favoritos em Hong Kong é explorar a rica e diversa cena gastronômica local, já que lá você encontra restaurantes de praticamente todas as cozinhas do mundo. Segundo o TripAdvisor, existem na cidade cerca de 5500 restaurantes, ou seja, mesmo que eu almoçasse e jantasse em restaurantes diferentes todos os dias, eu levaria pelo menos uns 7- 8 anos para experimentar todos eles. Já pensou?!

E já que acabamos comendo muito e bem por aqui, um programa bacana de se fazer em Hong Kong, e de quebra encontrar vistas lindas pelo caminho e ainda perder uns quilinhos, é explorar algumas de suas inúmeras trilhas. A grande maioria das pessoas que visitam Hong Kong nem imaginam que 73% da área total da cidade é constituída por áreas verdes, florestas, montanhas, praias e banhados. Com um total de 24 “country parks”, cerca de 40% de sua área total é considerada área de proteção ambiental. E é justamente nestas áreas que encontramos a maioria dos mais de 400 km de trilhas espalhados pela cidade.

Outro programa muito legal e, de certa forma, bastante peculiar de Hong Kong é sair para explorar seus inúmeros mercados de rua. O Flower Market, perto da Prince Edward MTR Station, é o meu favorito. Adoro me embrenhar e me perder pelas ruas de Sham Shui Po, Mongkok e Yau-Ma-Tei, explorando alguns mercados menos tradicionais, como o mercado de tecidos e aviamentos, o mercado dos peixes de aquário ou o mercado atacadista de frutas e utensílios de cozinha.

A grande curiosidade é que ao contrário do que se pensa, que Hong Kong são só prédios, mais de metade da área é de áreas verdes e natureza

A grande curiosidade é que ao contrário do que se pensa, que Hong Kong são só prédios, mais de metade da área é de áreas verdes e natureza

Viajando com a Expedia: Quais são as maiores roubadas pra quem visita Hong Kong?

Blog Viajoteca: Toda cidade turística que se preze tem lá suas pegadinhas. Acho que o bondinho para o The Peak e o Sky Terrace 428 são duas das piores roubadas para quem visita Hong Kong. Apesar do trajeto de cable-car pela floresta até o alto do Victoria Peak ser de fato interessante e historicamente relevante, ninguém merece encarar a fila quilométrica que costuma se formar para subir até lá, especialmente nos finais de semana e feriados.

Minha estratégia é tentar subir com o bondinho o mais cedo possível. Caso a fila já esteja muito grande, geralmente opto por pegar um táxi ou então o ônibus 15 ou mini-bus 1. Algumas vezes, apesar da fila da subida até o Victoria Peak ser enorme, a da descida é tranquila. Neste caso, aconselho sim andar com o bondinho do The Peak, mas no sentido contrário.

Outra roubada que geralmente pega muito turista desavisado subindo para o The Peak, é comprar o combo (Bondinho + Sky Terrace 428). Sim embora o tal Sky Terrace tenha um visual privilegiado por estar a alguns metros mais alto que o nível da rua, você tem um visual da cidade tão bom quanto se caminhar alguns metros até o Lion’s Pavilion.

Se você quiser um visual ainda melhor de Hong Kong, minha sugestão é fazer a caminhada pela Lugard Road contornando o Victoria Peak. A caminhada é de aproximadamente 50 minutos e você tem vistas fenomenais da cidade. Sempre que for subir ao Victoria Peak, certifique-se deque seu cume está visível, caso contrário a única coisa que você vai enxergar lá em cima são nuvens.

Vista do alto do Victoria Peak

Vista do alto do Victoria Peak

Viajando com a Expedia: Quais pratos típicos você recomenda para quem quer ter uma experiência local?

Blog Viajoteca: Comer fora é uma das coisas mais comuns em Hong Kong. Tanto que a cidade algumas vezes se auto-intitula de “World’s Food Fair”. Como numa boa feirinha, a originalidade define a experiência como algo local. Esse conceito, em Hong Kong, vale desde as comidinhas de rua até restaurantes premiados de classe mundial.

Como muitos dos restaurantes em Hong Kong são influenciados por ambas as culturas orientais e ocidentais, resumir pratos específicos para definir uma experiência como genuinamente local é uma tarefa digamos um pouco complicada e injusta.

Porém, apesar de toda influência da globalização na cena gastronômica local, a culinária local de Hong Kong tem sim personalidade própria e tem suas origens enraizadas na cozinha cantonesa. Neste sentido, uma das principais estrelas do repertório gastronômico local, é o Yum Cha, um tipo de brunch chinês que envolve a degustação de Chá e Dim Sum. Imperdível! Não só pelas comidinhas e pelo chá, mas pela atmosfera em si.

Yum Cha, um tipo de brunch chinês

Yum Cha, um tipo de brunch chinês

Viajando com a Expedia: Qual destino você acha que combina bem com Hong Kong?

Blog Viajoteca: Hong Kong não é exatamente um destino que você visita exclusivamente numa viagem à Ásia, especialmente vindo de tão longe, como do Brasil. Neste sentido, a escolha de outros destinos para combinar com uma possível visita à Hong Kong vai depender antes de tudo, do tempo disponível que a pessoa tem na Ásia, mas principalmente que tipo de experiência ela procura nesta viagem.

Por razões geográficas e culturais, Macau (ex – colônia portuguesa até 1999) é sem dúvida um dos primeiros destinos a se considerar. Especialmente para aqueles que tem pouco tempo de viagem e tem curiosidade em conhecer uma Las Vegas chinesa que fala português.

Agora para quem tem alguns dias de sobra, destinos como Vietnam, Filipinas e Taiwan são praticamente aqui do lado. Isso sem falar em destinos como Guilin, Hainan, Chengdu na China.

Macau, muito próximo e ótima opção de destino para incluir junto com Hong Kong

Macau, muito próximo e ótima opção de destino para incluir junto com Hong Kong

Viajando com a Expedia: O idioma é uma barreira para o turista que vem da América do Sul? Alguma dica especial?

Blog Viajoteca: Não necessariamente, mas pode sim ser uma barreira, caso você não saiba pelo menos o básico de inglês. Porém, se você não fala nada de inglês ou cantonês, nem tudo está perdido.

Com o advento de novas tecnologias e aplicativos de viagem como o Google Maps, Google Translator, Uber e afins, tendo acesso à internet, você teoricamente consegue se virar muito bem sem falar a língua local.

Porém provavelmente você irá perder alguns detalhes importantes sobre a história e cotidiano local. Neste caso, a solução pode ser contratar um guia que fale português, pois o aproveitamento da sua viagem certamente será muito maior.

 

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Natalie Soares
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Natalie Soares

Autora chez Viajando - Expedia Brasil
Pós-graduada em Mídias Sociais pela FAAP, é autora do blog de viagem e tecnologia Sundaycooks e fundadora da ABBV (Associação Brasileira de Blogs de Viagem). Atualmente trabalha como editora de conteúdo online e vive fazendo planos para a próxima viagem.
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