Das Sete Novas Maravilhas do Mundo, Machu Picchu

A quarta grande obra da humanidade, eleita pela lista das Sete Novas Maravilhas do Mundo é “a cidade perdida dos Incas”, a famosa Machu Picchu. Já falei sobre o Cristo Redentor, a Muralha da China, o Chichén Itzá e as ruínas de Petra, e agora, continuando esta série, falo deste grande ponto histórico do Peru, que recebe milhares de turistas todos os anos.

Construído no século XV, no topo de uma montanha a 2.400 metros de altitude, o local é símbolo do Império Inca. Considerado Patrimônio Mundial pela Unesco, o lugar foi descoberto apenas em 1911 e somente 30% da cidade é de construção original – os outros 70% foram reconstruídos.

Machu Picchu tem duas grandes áreas: a agrícola, formada por terraços; e a urbana, onde está a zona sagrada, com templos, praças e mausoléus. Para chegar lá em cima, você pode ir de trem ou fazendo alguma das trilhas pela montanha, vindo de Cusco. A mais famosa é a Trilha Inca (ou Camino Inca), que é bem pesada, boa para os aventureiros. Essa trilha fecha em fevereiro por causa das fortes chuvas, então é bom ficar ligado se quiser passar por ela. A cidade em si não fecha, a não ser que a chuva seja extremamente forte, mas reabre assim que a chuva passar. De qualquer maneira, é bom evitar os meses de fevereiro e março pra não correr o risco de ficar sem o passeio. Para fazer a Trilha Inca, você precisará, além de um bom preparo físico, reservar antecipadamente seu lugar no grupo. O limite máximo por dia, permitido pelo governo, é de 500 pessoas, portanto, o passeio é bem concorrido. Você pode checar a disponibilidade de datas no site, mas não conseguirá fazer a reserva por ele. O viajante é obrigado a contratar uma agência credenciada pelo governo peruano para fazer o passeio. A lista dessas agências encontra-se aqui.

Há três formas para chegar em Cusco: pelo lendário Trem da Morte, por carro alugado ou por avião (veja as ofertas de passagens aéreas para Cusco). Se quiser ir pela primeira opção, o Trem da Morte, viagem conhecida entre os mochileiros, saiba que você precisará dispor de pelo menos 20 dias, saindo do Mato Grosso do Sul. Pegue um ônibus da Viação Andorinhas até Corumbá e siga para Puerto Quijarro, na fronteira com a Bolívia. Pegue, então, outro ônibus, da Companhia Oriental, que lhe levará a Santa Cruz de la Sierra em 18 horas. De lá, pegue outro ônibus para La Paz, de onde você seguirá para Copacabana, na margem do Titicaca. Do outro lado está a peruana Puno, local de onde sairá o trem (Peru Rail) para Cusco e Machu Picchu. Quem gosta de aventura, mas achou o roteiro um pouco longo, pode tomar um voo direto para La Paz e o caminho será reduzido pela metade. 😉

Se quiser ir de carro, você precisará de 15 dias disponíveis. O roteiro parte da Amazônia, passando por Rio Branco, a capital do Acre, de onde você seguirá em direção a Cusco pela estrada Interoceânica. Atravessar a maior selva tropical do mundo para chegar até Machu Picchu não é uma aventura fácil: a maior parte da estrada é asfaltada, mas há muitos trechos que são de terra, portanto, um 4×4 é o carro ideal. Se quiser optar por este meio, viaje entre junho e outubro, na época das secas, para que você não corra o risco de atolar o carro em nenhuma estrada.

Por fim, a maneira mais convencional e objetiva é o avião. Há diversos voos diárias de empresas aéreas brasileiras e internacionais com destino a Lima, a capital do Peru. De lá, muitos voos domésticos, de aproximadamente uma hora, saem todas as manhãs em direção a Cusco. Se quiser ir para esta cidade de carro, vindo da capital, é só seguir a rodovia Panamericana Sur ou tomar um ônibus da Cruz del Sur. A viagem de Lima a Cusco, por terra, costuma durar 20 horas.

Para chegar ao Peru, não é preciso de visto (nem de passaporte): basta apresentar seu RG em bom estado.

Quando chegar, passe pelo menos um dia na cidade antes de começar a subida à cidade sagrada. Você já ouviu falar do Mal de Altitude? Pois a altitude elevada pode ocasionar alguns desconfortos como dores de cabeça, enjoo, vômito, tontura, falta de ar… Portanto, é ideal que seu corpo tenha um tempo para se acostumar com a altitude de Cusco. Leve analgésicos na mala, repouse e hidrate-se bem para melhorar os sintomas. No Peru e na Bolívia, os viajantes usam muito folhas de coca para mascar ou tomar em chá. Elas ajudam na caminhada, portanto, pode usar a vontade!

A noite de Cusco é bem animada, afinal, são muitos viajantes, de todas as partes do mundo, saindo para tomar uma cerveja peruana. E a experiência gastronômica pode ser bem interessante. A comida peruana, combinação das cozinhas espanhola e africana com os segredos herdados dos incas, é uma das mais exóticas da América do Sul. Experimente os tradicionais ají de galinha e choros a la chalaça (espécie de marisco ao vinagrete). Para beber, prove o pisco sour, drink com aguardente bem conhecida por ali.
Para se hospedar, há diversas opções de alojamento, que ficam nos pés das montanhas e nas margens do Rio Vilconota, com excelentes vistas para a natureza.

Não se esqueça de que é preciso comprar ingressos para entrar na cidade de Machu Picchu (e você pode fazê-lo por este site).

Boa viagem!

Beijos,
Luciana Sabbag

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