Das Sete Novas Maravilhas do Mundo, Chichén Itzá

O México é o sexto país com o maior número de locais nomeados pela Unesco como Patrimônios da Humanidade. Entre eles está Chichén Itzá, no estado de Yucatán, cidade que se tornou a quinta das Sete Maravilhas do Mundo Moderno em 2007 e fica a cerca de 200 quilômetros da paradisíaca Cancún. Embora a tentação de ficar deitado nas areias brancas das praias mexicanas seja grande, a viagem de três horas ao berço do povo Maia mais que vale a pena.

O sítio arqueológico de Chichén Itzá reúne 16 construções repletas de precisão arquitetônica, engenharia e, claro, um tanto de esoterismo. Em 2012, até os mais céticos ficaram curiosos para saber o que aconteceria, de fato, no dia 21 de dezembro, data do último dia do calendário maia. Com um histórico interessante de previsão de acontecimentos da natureza e cataclismos, era de se esperar algo extraordinário, mas não foi dessa vez. O calendário maia representava, na verdade, o início de uma nova era. Se é verdade, eu não sei, mas certamente é uma boa história.

Uma parte em especial de Chichén Itzá chama a atenção: um campo usado pelos maias para os juegos de pelota ou tlatchtli, um tipo de jogo em que os participantes deveriam correr por um enorme campo – estima-se que seja um dos maiores das Américas, com 168 metros de comprimento por 70 metros de largura – e usar as mãos e os quadris para não deixar a bola cair. Historiadores contam que a bola era bastante pesada e deveria ser arremessada por um aro pequeno feito de pedra, que ficava muito acima do chão. Há registros encravados nas pedras que mostram o destino não muito bacana do time perdedor: todos tinham suas cabeças decapitadas. Ah, o espírito esportivo dos maias!

O que se sabe é que as construções por lá são repletas de significados e, sozinhas, oferecem espetáculos naturais devido à engenharia de suas estruturas. O símbolo mais conhecido é a pirâmide Kukulcán ou El Castillo, construída para observação astronômica e para o culto à Kukulkan, ou Serpente Emplumada. Nos equinócios da primavera e do outono, é possível ver a silhueta de uma serpente que se forma na pirâmide devido à projeção do sol nas escadarias. Com 24 metros de altura, Kukulcán têm quatro fachadas com escadarias de 91 degraus cada uma. Multiplicando por quatro, teremos 364 degraus, e um 365º degrau, que é a plataforma superior, ou seja, 365 dias do ano solar. Incrível, não? Outra experiência bacana é se colocar na frente de uma das escadarias, bater palmas de forma ritmada e escutar o eco que sobe até o topo da pirâmide. O som é perfeito e diz uma lenda que são cumprimentos dos espíritos maias. Não custa tentar. 🙂

Em Chichén Itzá, existem outras estruturas de tirar o fôlego, como o Templo de los Guerreros, com enormes cabeças de serpentes feitas de pedra e suas mil colunas que davam a volta por toda a construção, ou o La Casa de las Monjas, uma construção também em formato piramidal com diversos quartos, que indica ter sido a morada de alguém importante da sociedade maia. É interessante ficar atento, pois tudo em Chichén Itzá representa o profundo conhecimento do povo maia em muitas áreas, como a astronomia, a geometria, a matemática e também as artes plásticas. Não me espantaria que todas elas estivessem presentes em todos os lugares. 🙂

Informações gerais

O parque arqueológico de Chichén Itzá fica aberto das 9h às 17h e a entrada é paga e custa 110 pesos mexicanos, o que equivale a R$ 17. Há guias locais disponíveis que falam várias línguas e cobram 25 pesos mexicanos, ou seja, nem R$ 4! Pelo site oficial da cidade é possível pesquisar e contratar tours especiais, com traslado e diversas atividades, que chegam a US$ 90.

Devido à sua localização, a temperatura na península de Yucatán é agradável a maior parte do ano. Antes de planejar sua viagem, fique atento à época das chuvas, que ocorrem de maio a outubro, e coincidem com os períodos mais quentes e úmidos, elevando os termômetros até 36°C. A alta temporada acontece entre dezembro e março, quando as temperaturas caem e os preços sobem. No entanto, uma vantagem de visitar o México é o câmbio, que valoriza e muito nossa moeda. Em Chichén Itzá, existem boas opções de hospedagem por menos de R$ 300 a diária ou, se preferir, resorts all inclusive em Cancún por preços interessantíssimos, graças aos ótimos deals feitos pela Expedia.com.br. 🙂

Observar toda a história de um povo tão interessante de perto, certamente, será inesquecível.

Até mais!

Ana Samadello

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