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Culinária italiana: andiamo a mangiare!

Pode parecer que eu esteja puxando a sardinha para o meu lado, porque, embora eu não seja muito ligada ao meu passado, de uma coisa tenho o maior orgulho: de ser italiana e fazer parte de uma das culturas gastronômicas mais queridas no mundo todo. 🙂 Esta rica cozinha, contudo, vai muito além da pasta e do gelato. Assim como na região do Mediterrâneo, os italianos preferem ingredientes simples e, na sua maioria, sempre frescos, como azeite de oliva, tomates, frutos do mar e pescados. Já estou com fome!

A Itália reserva em cada uma de suas 23 regiões uma particularidade culinária e as diferenças entre as panelas podem aparecer de uma província para outra. O interessante é perceber como a história influenciou a gastronomia, pois as classes sociais do passado influenciaram diretamente a forma de comer em cada lugar. Com isso, podemos dividir a Itália em três grandes regiões.

No Norte, com cidades como Milão, Veneza e Parma, onde as classes altas se instalaram no passado, há um cuidado quase artístico com a gastronomia local. O Norte é a região dos queijos, dos presuntos, do risoto e da polenta, meus preferidos. <3

Já no Centro, a campestre Toscana, região identificada como o berço da influência italiana nas cozinhas do mundo todo, com ingredientes sempre frescos, como as massas feitas com ovos, o louro e a salsa. E, claro, os vinhos!

No Sul, os pratos se tornam mais encorpados, com massas feitas na região da Puglia, onde o trigo é cultivado abundantemente, a Calábria com seus pescados e seu azeite de oliva, e a Campania com seu napolitano spaguetti alle vongole. Isso só para te dar uma ideia do que pode ser encontrado neste extenso cardápio de maravilhas.

Com tudo isso, minha dica essencial para apreciar a cozinha italiana é não ter pressa. Inclusive, o movimento Slow Food teve início na Itália, ou seja, a regra à mesa italiana é take your time. Para entender o conceito de “tempo à mesa”, saiba que nos restaurantes é perfeitamente comum o cardápio sugerir uma sequência de seis, repito, seis momentos distintos e são eles: antipasti, um aperitivo como prosciutto e queijos acompanhados de um vinho; primo piatto, quente, geralmente sem carne, como um risoto ou uma massa; secondo piatto, a parte alta da refeição, com carne e acompanhada de guarnição; dolce, a sobremesa, como um tiramisu ou panna cotta; caffè, curto e fortíssimo; e digestivo, uma bebidinha como grappa ou limoncello. Cansou? 🙂

E como será que a culinária italiana se misturou às diversas culturas do resto do mundo? Da melhor forma possível, garanto! Na América Latina, por exemplo, a influência é fortíssima devido à imigração. Na Argentina, comem-se as milanesas aos montes, servidas em restaurantes e botecos espalhados por todo o país. Na Venezuela, há um refresco escuro chamado Chinotto, feito com uma frutinha amarga do mesmo nome e que foi trazido da Itália, onde também é muito popular. Na África também encontramos “italianices” em alguns países, como na Líbia e sua Sharba, uma sopa apimentada com massa. No México, o Pescado a la Veracruzana é tradicional e leva peixe cozido com um molho muito fresco, preparado com tomates, alho, azeitonas e alcaparras. Delicioso. Inclusive, após abril, os preços para viajar para o México e o Caribe ficam excelentes, e você pode fazer sua busca pela Expedia. 🙂

Em qualquer lugar do mundo sempre haverá um cardápio com un piccolo tocco italiano e você só tem que aproveitar!

Boa viagem, ou melhor, bom apetite!

Ana Samadello

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