Crise: como planejar sua próxima viagem

Você passou meses marcando no calendário quantos dias faltavam para suas próximas férias e, quando elas estavam próximas de se concretizarem, o câmbio resolveu disparar. Nem pense na possibilidade de desmarcar sua viagem! Trabalhamos praticamente o ano todo e esses dias extras de folga são mais do que merecidos. Com um pouco mais de estudo e planejamento, é possível dar a volta ao mundo sem estourar o orçamento.

Marcou de conferir de perto o pôr do sol em Paris e está assustado com a cotação do Euro? Fique calmo: até nos países mais caros é possível viajar gastando pouco

Marcou de conferir de perto o pôr do sol em Paris e está assustado com a cotação do Euro? Fique calmo: até nos países mais caros é possível viajar gastando pouco

Vamos aos mandamentos do viajante econômico em tempos de crise:

  1. Não viajarás sem planejamento

Se uma viagem qualquer já requer um bom planejamento, com esse cenário de crise econômica não dá para bobear com essa primeira e importante fase das suas férias. A dica fundamental é estudar os destinos escolhidos – principalmente no que diz respeito ao câmbio e à moeda local –, planejar calmamente e colocar todas as informações ($$) em uma planilha. Leia bastante e tente cruzar as informações da viagem antes de embarcar. Isso evita desperdício de tempo e você ainda consegue otimizar o roteiro da sua viagem.

Leve a moeda em conta na hora de decidir o destino das suas férias; Sydney, na Austrália, pode ser uma boa por isso - o dólar australiano é mais barato que o americano

Leve a moeda em conta na hora de decidir o destino das suas férias; Sydney, na Austrália, pode ser uma boa por isso – o dólar australiano é mais barato que o americano

Para quem ainda não reservou nada e nem começou a planejar, vale procurar por destinos em que o real valha mais, como a Argentina e outros países da América do Sul, o Leste Europeu (fora da zona do Euro), Austrália e Ásia. Ah sim, e não deixe de procurar o que você deseja na página de promoções da Expedia.

  1. Não viajarás sem reservas

Deixar para agendar tudo em cima da hora ou não reservar os principais itens, como hotéis, passeios, passagens aéreas e aluguel de carro, pode custar mais caro no final das contas. Leve em consideração que talvez essa cultura de deixar tudo para o último minuto e viajar sem roteiros não seja tão conveniente assim. O barato pode sair caro.

Antes de fazer suas malinhas, planeje-se e reserve tudo: até o mais experiente dos mochileiros pode cair em ciladas

Antes de fazer suas malinhas, planeje-se e reserve tudo: até o mais experiente dos mochileiros pode cair em ciladas

Se tiver intenção de reservar algo em cima da hora, dê uma olhada na página de promoções da Expedia para viagens de última hora. É a sua melhor chance de encontrar uma boa oferta. 🙂

  1. Farás das planilhas suas melhores amigas

Não precisamos virar dependentes das planilhas e da calculadora, mas repensar nossos consumos e tentar controlar tanto nossos gastos pessoais no dia a dia tanto quanto na viagem em si é necessário nessas horas. Comece a economizar meses antes da viagem – você pode estabelecer uma quantia para guardar na poupança das férias. Deu tudo certo e foi viajar? Pense, então, que talvez esse não seja o melhor momento para voltar com a mala abarrotada de compras. E tente não gastar muito no cartão de crédito! O câmbio certamente será muito cruel com a sua fatura.

  1. Usarás o transporte público

Trocar o táxi no horário de pico pelo transporte público pode ser uma alternativa bem preciosa na hora da economia. Ficar preso no trânsito, vendo aquele taxímetro rodar loucamente, pode ser muito doloroso, ainda mais se essa corrida for cobrada futuramente em dólar, libra ou euro. Além do mais, ônibus e metrô funcionam super bem em muitos países – até mesmo em Buenos Aires, onde o táxi é barato e a moeda tem ótimo valor para brasileiros, vale a pena usar o transporte público. Inclusive, veja se o hotel onde você vai se hospedar fica próxima de uma estação de metrô e/ou de pontos de ônibus antes de fechar a reserva.

O metrô de Londres é quase uma atração turística por si só; compre seu cartão Oyster e conheça a cidade gastando menos

O metrô de Londres é quase uma atração turística por si só; compre seu cartão Oyster e conheça a cidade gastando menos

Ah, e sempre compre os “bilhetes únicos” locais – como o Subte, de Buenos Aires, e o Oyster, de Londres. Além de práticos, eles saem mais barato do que adquirir passagens unitárias. Não sabe muito bem como usar o transporte público no país que vai visitar? Existem diversos aplicativos que você pode baixar no celular e vão te ajudar com isso. Pesquise!

  1. Trocarás uma refeição por um lanche mais rápido

Mercados de rua, supermercados, barraquinhas e feiras ao ar livre são sempre ótimas opções para quem quer economizar na hora da refeição. Muitas vezes, essa é uma alternativa mais saudável e interessante do que o fast food velho de guerra. Vale tomar um bom café da manhã no hotel, fazer essa refeição mais econômica e depois comprar coisinhas gostosas para comer no quarto do hotel ou fazer um piquenique no final do dia no parque mais próximo.

O que é mais gostoso: pagar caro em um lanche mequetrefe ou comer frutas pagando barato em um mercado de rua?

O que é mais gostoso: pagar caro em um lanche mequetrefe ou comer frutas fresquinhas pagando barato em um mercado de rua?

Além disso, nas grandes cidades da Europa, muitos restaurantes costumam oferecer um menu no almoço que é mais barato do que no jantar. Fique de olho!

  1. Colecionarás vouchers de descontos ou ingressos para museus mais baratos

Muitas atrações na Europa e nos Estados Unidos costumam oferecer vouchers de descontos, e alguns museus ainda disponibilizam um determinado horário na semana cujo ingresso é mais barato ou até mesmo gratuito, mesmo que com vagas limitadas. Para conseguir aproveitar essa oferta, vale seguir à risca o item número um: “não viajarás sem planejamento”.

O Museu Nacional de Belas Artes fica na Recoleta, em Buenos Aires, e é um ótimo passeio para quem quer gastar pouco

O Museu Nacional de Belas Artes fica na Recoleta, em Buenos Aires, e é um ótimo passeio para quem quer gastar pouco

Além disso, existem muitos museus excelentes pelo mundo cuja entrada é sempre gratuita. Alguns exemplos: Museu Nacional de Belas Artes, em Buenos Aires, Nicholson Museum, em Sydney, Tate Modern e National Gallery, em Londres, Museu do Louvre, em Paris, museus do Vaticano, em Roma, e o Metropolitan, em Nova York – neste último, você paga o quanto puder/quiser no ingresso.

  1. Evitarás restaurantes e lojas colados em atrações muito turísticas

Estabelecimentos ao lado de grandes atrações turísticas geralmente costumam oferecer produtos e menus bem mais caros e superfaturados do que os tipicamente locais. No caso dos restaurantes, a mesma dica vale para menus traduzidos para inglês ou outros idiomas e para os lugares onde garçons tentam te chamar no meio da calçada. Corra!

Nada de comer em lugares para turistas! Fuce todos os cantinhos e encontre restaurantes pequenos e em conta, frequentados pelos locais

Nada de comer em lugares para turistas! Fuce todos os cantinhos e encontre restaurantes pequenos e em conta, frequentados pelos locais

Para comer e comprar bem em qualquer lugar do mundo, informe-se sobre os lugares frequentados pelos locais. É lá que você vai encontrar, além de qualidade e bons preços, as pessoas e cenas mais típicas do cotidiano do país que está visitante. Com certeza, isso vai tornar suas férias muito mais autênticas e interessantes.

  1. Não habilitarás o roaming internacional

Eu sei que, ao desembarcar no aeroporto, é muito cômodo ligar o celular e já habilitar o roaming internacional para sair falando com os amigos e postando mensagens no Facebook. Esse custo é sempre mais elevado do que se você resolver cacifar um chip pré-pago no destino final. Usar o wi-fi do hotel ou de cafés espalhados pela cidade também é uma ótima maneira de manter contato com todo mundo sem tomar um susto com a fatura no final do mês.

  1. Evitarás deslocamentos desnecessários

Viajar por muitas cidades em poucos dias, fazendo um pinga-pinga em muitos destinos, faz com que o custo final da viagem seja mais elevado. Para cortar custos de transporte, procure ficar mais tempo em cada cidade e aproveitar tudo com mais calma e sem pressa. Garanto que você se sentirá mais à vontade para descobrir segredinhos, muitas vezes mais econômicos, que os locais guardam a sete chaves.

Pode parecer só umas horinhas de trem, mas, além de caros, os deslocamentos em excesso te fazem perder tempo precioso nas suas férias

Pode parecer só umas horinhas de trem, mas, além de caros, os deslocamentos em excesso te fazem perder tempo precioso nas suas férias

Se estiver difícil cortar aquela cidade que você sempre sonhou em conhecer do seu roteiro, pense que, em breve, você terá a oportunidade de viajar novamente, e aí poderá conhecê-la com mais calma e muito carinho.

  1. Farás contas na hora de decidir qual moeda levar

Confira cotações e conversões cambiais na hora de decidir qual moeda levar para o destino escolhido. Vale a pena fazer saque internacional em moeda local? Tem reembolso de IVA no cartão de crédito? E aqueles cartões pré-pagos? Qual é a diferença da cotação da casa de câmbio e do seu cartão de crédito? Leve em consideração todas as taxas cobradas para cada operação e as variações cambiais. Você vai se surpreender com a maneira como os diferentes meios de pagamento podem influenciar o resultado final do orçamento da sua viagem.

Se for para Santiago ou outra cidade na América do Sul, pode ser vantajoso levar reais; já em regiões mais remotas, como Atacama e Machu Picchu, não deixe de levar moeda local

Se for para Santiago ou outra cidade na América do Sul, pode ser vantajoso levar reais; já em regiões mais remotas, como Atacama e Machu Picchu, não deixe de levar moeda local

Anotou tudo? Agora, comece a planejar para, em breve, estar de malas prontas partindo para as férias dos seus sonhos!

Natalie Soares
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Natalie Soares

Autora chez Viajando - Expedia Brasil
Pós-graduada em Mídias Sociais pela FAAP, é autora do blog de viagem e tecnologia Sundaycooks e fundadora da ABBV (Associação Brasileira de Blogs de Viagem). Atualmente trabalha como editora de conteúdo online e vive fazendo planos para a próxima viagem.
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