A vibrante vida cultural de Reykjavik

A primeira coisa que vêm na mente quando pensamos em Islândia é a sua natureza única. Eu, em vários momentos, achei que estivesse em outro planeta de tão diferente que é de tudo que já tinha visto até então, mas a Islândia não é só isso. Poderia ficar horas falando só da paisagem, muitas vezes lunar, que a Islândia tem, mas o país oferece muito além.

A capital Reykjavik apesar de ter apenas 120.000 habitantes, tem uma vida cultural vibrante e é um polo criativo. Não apenas por ser a capital, mas por ser a maior cidade do país, é lá que se concentra a maioria dos eventos que rolam na Islândia. A cidade é o lugar para estar para quem ama arte e cultura. Não à toa, Reykjavik é considerada a Cidade da Literatura pela Unesco e a foi primeira não nativa em inglês que levou tal título.

A vista panorâmica da linda Reykjavik, capital da literatura mundial,

A vista panorâmica da linda Reykjavik, capital da Islândia, com arquitetura típica dos países do norte da Europa e  muitas atrações urbanas além da bela natureza ao redor (Foto: Lalai Persson)

Para quem ama música, Reykjavik é um oásis para novas descobertas e festivais não faltam para afirmar isso. Apesar da pequena população, a cidade abriga diversos festivais ao longo do ano como o Dark Music Day, Sónar Reykjavik, Secret Solstice, ATP Festival e Iceland Airwaves, o último do ano. Não dá para pensar em música e esquecer que de lá tem sempre uma boa safra de artistas surgindo como CeaseTone, Gangly, além dos já conhecidos como Björk, Sigur Rós, GusGus, Of Monster and Men, FM Belfast, Jónsi, Ásgeir Trausti e Sing Fang. A lista é imensa.

 Alguns pontos de interesses na cidade:

 O Harpa Concert Hall foi construído em 2011 com fachada assinada pelo artista dinamarquês Olafur Eliasson, que é toda de vidro espelhado composta por diversos módulos prismáticos. Ver a luz do sol se quebrar em várias facetas já é um espetáculo por si só, enquanto do lado de dentro dá para apreciar o mar de um lado e as montanhas com picos nevados e a cidade do outro. A maioria dos eventos culturais acontecem por lá, assim como os festivais de música. É parada obrigatória para quem visita a cidade.

 A Imagine Peace Tower foi criada por Yoko Ono, que atinge seu ápice quando as dançantes auroras boreais se juntam a ela. O monumento é uma homenagem ao John Lennon e à paz. Ela foi criada em 2007 e desde então acende em datas específicas, a partir da ilha Vioey, pertinho de Reykjavik. O período em que a torre está acesa inclui as datas entre o nascimento e morte de Lennon. As demais datas são 21-31 de Dezembro, 18 de Fevereiro e entre 20 e 27 de Março. São 15 projetores iluminando os céus a partir de uma plataforma cilíndrica onde está escrito “Imagine Peace” em 24 idiomas. A ilha fica do outro lado do porto de Reykjavik e quando acesa, é possível vê-la da cidade.

A Image Peace Tower, um ponto marcante na capital islandesa, símbolo de paz e atração imperdível na cidade

A Image Peace Tower, um ponto marcante na capital islandesa, símbolo de paz e atração imperdível na cidade (Foto: divulgação)

Tem bons museus na cidade, inclusive um dedicado ao pênis! O Icelandic Phallological Museum tem uma coleção de mais de 200 pênis e partes penianas de todos os seres que podem ser encontrados na Islândia. Só de baleia são 16 tipos diferentes. A curiosidade é que o site não pode ser acessado do Brasil, pois estamos na blacklist do museu!

Quem gosta de fotografia vale conferir o Reykjavik Museum of Photography, que é super pequeno e fica no 6º andar de uma moderna livraria da cidade, que também vale a visita. Por lá se encontram exposições temporárias de fotógrafos islandeses.

O Museu Nacional da Islândia é outro para colocar na lista. Ele tem exposições temporárias e permanentes como a “A Herança e História na Islândia”, que traz mais de 2.000 objetos de várias épocas distintas, além de mais de 1.000 fotografias do século 20. Já as exposições temporárias são principalmente de fotografia contemporânea. Vale muito a visita e fica localizado bem no centro da cidade.

A primeira aurora boreal é algo impressionante, aqui, Lalai Persson como um pontinho vermelho em meio às luzes do fenômeno

Eu sou o borrão vermelho emocionado pela primeira aurora boreal que vi na vida. E essa foi só um teares do que veio depois (Foto: Ola Persson)

O escultor Einar Jónsson deu de presente aos islandeses todo o seu trabalho com a condição que fosse construído um museu para abrigá-lo. Na época o parlamento não aceitou, mas contribuiu financeiramente para que Jónsson o construísse. O artista escolheu uma colina deserta distante do centro de Reykjavik e hoje o museu pode ser considerado um dos seus principais trabalhos, que serviu como estúdio, galeria para exibir suas obras e também sua própria casa. O museu abriu oficialmente em 1923 e hoje tem um belo jardim com suas esculturas. Ele fica bem pertinho da famosa igreja Hallgrímskirja, que oferece a vista mais bonita de Reykjavik.

O Ion Adventure Hotel é o hotel mais incrível de toda a Islândia e fica no meio do nada, atrás do Thingvellir Park. É caro, mas vale muito a pena passar uma noite lá (Foto: Lalai Persson)

O Ion Adventure Hotel é o hotel mais incrível de toda a Islândia e fica no meio do nada, atrás do Thingvellir Park. É caro, mas vale muito a pena passar uma noite lá (Foto: Lalai Persson)

O Reykjavik Art Museum é o maior museu de arte do país. O museu sempre abriga exposições temporárias de artistas nacionais e internacionais, além de também apostar em jovens talentos.

A visita à Hallgrímskirja é obrigatória para quem visita Reykjavik. A igreja foi construída entre 1945 e 1986. É uma das construções mais altas do país com seus 74,5m de altura. A vista que ela oferece de sua torre é de tirar o fôlego e vale cada centavinho pago com dinheirinho islandês (que é caro pra nós).

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Esta igreja de nome complicado para os brasileiros é um dos marcos da Islândia, já que conta com uma das melhores e mais altas vistas da cidade de Reykjavik (Foto: Lalai Persson)

Reykjavik conta também com inúmeras galerias de arte contemporânea. Vale conferir essa lista com as dez melhores da cidade.

Além de arte e cultura, a cidade abriga vários eventos, feiras, festivais de design, fotografia. Como o site oficial do país fala: a melhor época para visitar a Islândia é de 1 de Janeiro à 31 de Dezembro. Tempo ruim, mesmo com as baixas temperaturas, não tem.

E não deixe de virar uma noite no Kaffibarin, meu bar favorito na cidade.

Lalai Persson

Lalai Persson

Autora chez Viajando - Expedia Brasil
Lalai Persson é DJ e produziu festas por 5 anos em São Paulo, trabalhou por 10 anos com publicidade, é uma das co-fundadoras da agência Remix Social Ideas, além de ser curadora da área de música de eventos como youPIX e Campus Party. É blogueira desde o início de 2000 e em 2013 criou o Chicken or Pasta, site de lifestyle de viagens. Atualmente está na estrada sempre que possível.
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