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12 horas em Oslo

Eu passei quatro vezes por O​slo​ e somente na última é que, finalmente, me rendi aos seus encantos. A cidade é cara como qualquer outra cidade escandinava, mas um pouco menos do que era há 2 anos, já que sua economia, assim como a nossa, não está no seu melhor momento. É a menor das capitais escandinava, com pouco mais de 600.000 habitantes.

Dias ensolarados deixam a capital norueguesa ainda mais charmosa e vibrante. Amantes de café devem preparar o coração, pois a cidade tem vários imperdíveis. E prepare­-se para comer bem, por isso não tenha medo de investir uns trocados a mais em uma boa refeição. Geralmente ela valerá cada centavo gasto. Não deixe de experimentar pratos feitos à base de “cod fish” ou sanduíches abertos com salmão defumado e ovas de peixe.

Na Noruega prepare-se para comer muito salmão e bons peixes em geral

Na Noruega prepare-se para comer muito salmão e bons peixes em geral

Oslo possui mais de 5​0 museus,​ é só escolher o que mais tem seu estilo. Tem museu do trabalho, de mini garrafas, skate, medicina, medicina veterinária, mágica, só para citar alguns. E, claro, o M​useu do Munch,​ que atualmente abriga uma exposição em que Mapplethorpe + Munch,​ até 29/05.

Não sou uma expert na cidade, mas compartilho as minhas últimas 12 horas passadas por lá, que acabaram conquistando meu coração e deixando aquela vontade de voltar.

Ponte do Acrobat, visão moderna do centro de Oslo

Ponte do Acrobat, visão moderna do centro de Oslo

Há várias maneiras de conhecer Oslo, mas em apenas um dia eu sugiro começar pelo Centro e terminar o dia em Grünerlokka, o bairro mais descolado da cidade, onde cafés, bares, restaurantes e lojas se esparramam charmosamente por suas ruas.

Para um café rápido, mas de qualidade, comece o dia na S​tockfleth’s,​que serve diversos tipos de cafés de várias partes do mundo e sempre tem um especial do dia. Caso consiga, sente na vitrine para apreciar o dia começando na cidade. Eles servem diversos bolos, sanduíches, croissants e, de quebra, wi­fi gratuito (P​rinsens gate 6, Centro, Oslo. Segunda à sexta, das 7 às 18h e Sábado, das 10 às 17h).

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A cafeteria Stockfleth’s, belo ambiente para uma parada rápida ou para tomar o café da manhã

Outras opções no centro: o Price Lunch Bar, um dos bares mais antigos e visitados em Oslo e o Grilleriet para uma bom brunch. Em Grünerløkka, a ​boa opção é o L​iebling, um ​bom lugar para sentir a vida local e até para tirar o computador da bolsa e trabalhar um pouco.​

A partir dali vale dar uma caminhada em direção à Karls Johan Gate, circudanda por um belo parque, o Slottsparken ou Parque do Palácio Real. Visite o M​useu Nacional de Arte, Arquitetura e Design,​ ou o Museu Nacional de Arte da Noruega, que compreende alguns museus.​ É por lá onde se encontra a obra “O Grito”, de Edvard Munch.

Siga para a O​pera House​, é obrigatória. A bela construção fica em frente ao fiorde de Oslo e apresenta ópera, balé, música, dança e concertos. São cerca de 300 shows e 250 mil visitantes por ano. Para se ter uma ideia do tamanho do lugar, o local abriga 600 funcionários. A cobertura se inclina para cima a partir das águas que ficam em frente e o telhado é também um espaço público onde é possível caminhar, então não deixe de caminhar por cima da Ópera e ver um pouco da cidade a partir dali. No verão o local fica lotado com locais tomando sol e fazendo piquenique. Sua arquitetura envolveu 8 artistas e os painéis de Olafur Eliasson são com certeza um dos destaques. Não deixe de visitar os banheiros, que são os mais chiques que já vi. Vale também dar uma passada no restaurante para um drink ou até mesmo para um petisco. A comida é saborosa e o preço é acessível.

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A bela Ópera House de Oslo, um ponto de encontro cultural mas também para lazer durante o verão

O Parque de Esculturas é outra atração em Oslo. O V​igeland Sculpture Park​ possui 212 esculturas todas feitas por um único artista, o escultor Gustav Vigeland, o que o torna o maior parque de esculturas do mundo. Todas as esculturas são feitas a base de pedra​, bronze e ferro fundido. O parque fica aberto 24 horas por dia e não há cobrança de entrada (N​obels gate 32. Aberto 24h por dia).

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Esculturas em Vigeland, o parque é uma parada obrigatória na cidade

Para ganhar tempo, pegue um ô​nibus​ e vá para G​rünerløkka, o bairro hype de Oslo. A essas alturas você já estará morrendo de fome. Nessa área há um ​restaurante  ​em cada esquina. Eu sempre gosto de experimentar sem muitas referências, mas caso não queira errar, você pode comer tapas ou uma deliciosa salada na Delicatessen Grünerløkka.​ Prepare­-se, pois é um dos lugares mais concorridos do bairro (S​øndre Gate 8. Horário: Seg­Ter, das 11 à 0h30, Qua­Qui, das 11 à 1h, Sexta, das 11 às 2h, Sábado, das 12 às 2h e Domingo, das 12 à 1h30).

Depois do almoço, entre em qualquer café na área para ganhar um pouco de energia e vá bater perna na região. Ali há lojas de discos, móveis vintage, brechós, lojas de design, galerias de arte, boutiques de roupas e por aí vai. O bairro é vibrante, jovem, colorido e dá vontade de entrar em cada uma das portinhas abertas para a rua.

É neste bairro também que fica o Museu do Munch, onde se encontra a coleção de sua obra com cerca de 1.200 pinturas e várias versões de Madonna que criou (T​øyengata, 53, Oslo. Diariamente das 10 às 16h).

Do outro lado da rua do Museu do Munch tem o J​ardim Botânico,​fundado em 1814 e que conta com uma coleção com 5.500 espécies. Visite as greenhouses e contemple as esculturas de salgueiro do artista Tom Hare.

Há várias galerias de arte. Duas para visitar: a G​alleri 69,​ galeria de arte sem fins lucrativos que apresenta trabalhos de vários artistas locais ­(T​oftesgate 69​­) e a G​alerri Markveien​, que é comandada por dois artistas, que expõem ali os seus trabalho, Tom Granberg e Geir Sletten ­ (M​arkveien 28).

Depois de passear pelo bairro, desça em direção ao Grünerhagen e vá para o B​lå,​ um armazém antigo que funciona como bar, danceteria e palco de shows. Se for verão, melhor ainda, pois eles têm uma área externa deliciosa virada para o lago em frente. Mas antes de se render a uma cerveja e música no fim do dia, ande em volta. Tem vários grafites incríveis espalhados pela rua e pelos galpões ao lado, onde há também uma galeria de arte no andar superior e um mercado de pulgas embaixo. No corredor alguns foodtrucks e barracas servem comida. Dá para ficar um bom tempo por ali.

Vista de dentro da Câmara Municipal de Oslo

Vista de dentro da Câmara Municipal de Oslo

Hora de jantar? Jantei no L​okk, ​restaurante escandinavo com menu simples que inclui sopas e menu com 3 e 4 pratos. O lugar é pequeno, aconchegante, tem bom serviço e preços razoáveis. Vá na opção com 3 pratos e duvido que você vá se arrepender, especialmente com as opções feitas à base de peixe (T​orggata 18 B, Centro, Oslo). Caso prefira um restaurante com estilo bar, o D​en Glade Gris é uma boa opção também. Neste já é comida de boteco à base de carnes, burgers, sanduíches e boa seleção de cervejas. Experimente o sanduíche de carne de porco, que é de comer de joelhos.

Na região central terão mais turistas nos restaurantes, por isso caso queira mesmo ficar entre os locais, volte à Grünerløkka, que será um ótimo lugar para terminar a noite em um bom bar.​

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Lalai Persson

Lalai Persson

Autora chez Viajando - Expedia Brasil
Lalai Persson é DJ e produziu festas por 5 anos em São Paulo, trabalhou por 10 anos com publicidade, é uma das co-fundadoras da agência Remix Social Ideas, além de ser curadora da área de música de eventos como youPIX e Campus Party. É blogueira desde o início de 2000 e em 2013 criou o Chicken or Pasta, site de lifestyle de viagens. Atualmente está na estrada sempre que possível.
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